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Sociedade
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Atirador da Ribeira no Porto responde por morte e duas tentativas de homicídio

O Tribunal de São João Novo, no Porto, inicia no próximo dia 16 de abril, o julgamento de um homem de 31 anos, acusado de matar outro a tiro em maio de 2025. O crime ocorreu na sequência de um conflito num estabelecimento de diversão noturna na Rua Escura, no centro histórico da cidade.

Redação

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, responde por um crime de homicídio consumado, dois crimes de homicídio na forma tentada e ainda por detenção de arma proibida. A primeira audiência será dedicada à audição do arguido, caso este opte por prestar declarações em tribunal.

Os contornos do crime na Rua Escura

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), os factos remontam à madrugada de 4 de maio de 2025, por volta das 05h00. O incidente terá tido origem numa "contenda" que envolvia um familiar do arguido e a vítima mortal.

O despacho refere que o arguido se muniu de uma arma de fogo e, após aproximar-se da vítima, efetuou um disparo à curta distância que a atingiu na zona do tórax. Os ferimentos acabariam por ser fatais.

Perseguição e disparos contra viatura de socorro

A violência do episódio não terminou com o primeiro disparo. A acusação sustenta que, enquanto dois familiares da vítima tentavam prestar socorro e a transportavam para o hospital, o arguido ter-se-á posicionado num ponto estratégico do percurso.

Ao avistar a viatura, o homem efetuou mais dois disparos, que perfuraram o veículo e provocaram o seu despiste. O MP sublinha que os ocupantes apenas não foram atingidos por "razões alheias à vontade do arguido", o que sustenta a acusação de homicídio tentado contra os familiares que realizavam o transporte.

Pedido de indemnização

Além das penas de prisão que podem resultar das acusações criminais, o Ministério Público requereu o arbitramento de uma indemnização civil destinada ao filho da vítima mortal, como forma de reparação pelos danos causados.

O julgamento, que agora se inicia quase um ano após os eventos, promete ser um dos casos de destaque na agenda judiciária do Porto para o mês de abril, dada a gravidade das circunstâncias e a sucessão de disparos em plena via pública.