logo-a-verdade.svg
Portugal
Leitura: 3 min

Ministro da Educação cria época especial de exames em setembro para alunos afetados por atrasos nas notas

O Ministro da Educação anunciou uma época especial de exames em setembro para alunos afetados por atrasos nas classificações. Ninguém será prejudicado.

Redação

O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, assumiu publicamente a ocorrência de "vários erros no processo de classificação das provas" do ensino secundário e revelou que "os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro".

Falta de informação e atrasos motivam nova medida

A medida excecional foi comunicada em conferência de imprensa, precisamente "no dia em que começam as candidaturas do concurso nacional de acesso ao ensino superior e na véspera do arranque da 2.º fase dos exames nacionais". O problema central que originou esta decisão prende-se com o facto de poder estar "em causa um pedido de reapreciação de prova cujo resultado não chega a tempo" para a tomada de decisão por parte dos estudantes.

Para colmatar esta lacuna e salvaguardar os interesses dos jovens, Fernando Alexandre garantiu que, “aos alunos que não disponham de todas a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais, será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial, a realizar no início de setembro”.

Acesso ao ensino superior sem penalizações

No que diz respeito ao ingresso nas instituições de ensino superior, o governante clarificou o procedimento, adiantando que "os alunos que realizem as provas nesta época especial irão concorrer na 2.ª fase".

Durante a sua intervenção, o ministro reiterou o compromisso do Governo para com as famílias portuguesas, sublinhando de forma categórica que “nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior”.

Milhares de provas ainda por entregar

A urgência da criação desta época especial em setembro justifica-se pelo elevado volume de estudantes afetados pelos atrasos processuais. De acordo com os dados estatísticos partilhados pela tutela durante a manhã desta segunda-feira, "até as 11:30 da manhã, pouco mais de metade das provas já tinham sido entregues aos alunos".

Traduzido em números concretos, isto significa que apenas "180 mil num universo de 290 mil" avaliações tinham chegado atempadamente às mãos dos estudantes, impedindo que os milhares de alunos restantes tivessem acesso aos seus resultados para "poderem decidir se queriam pedir reapreciação das provas".