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Sociedade
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Menos de um quinto dos idosos portugueses considera ter boa saúde

No dia em que se assinala o Dia Mundial da Saúde, novos dados do Eurostat revelam que apenas 19,1% da população idosa em Portugal avalia o seu estado de saúde como bom ou muito bom. O indicador, referente a 2024, coloca o país com a terceira taxa mais baixa de toda a União Europeia (UE).

Redação

De acordo com as informações divulgadas esta terça-feira, dia 7 de abril, pelo gabinete estatístico da UE, o cenário nacional contrasta de forma expressiva com a média do espaço comunitário. Enquanto em Portugal a perceção positiva de saúde abrange menos de um quinto da população com 65 anos ou mais, a média europeia para a mesma faixa etária fixa-se nos 40%.

Portugal no fundo da tabela comunitária

Na análise comparativa entre os Estados-membros, Portugal regista o terceiro pior desempenho no que toca à autoperceção de saúde na terceira idade. Com valores mais baixos do que o registo nacional (19,1%) encontram-se apenas dois países:

  • Letónia: 13,1%;

  • Lituânia: 12,5%.

No extremo oposto, a liderar a tabela com as maiores percentagens de idosos a classificarem a sua saúde de forma positiva (muito boa ou boa), surgem:

  • Irlanda: 62%;

  • Bélgica: 57,4%;

  • Luxemburgo: 56,8%.

Evolução da perceção de saúde com a idade

Olhando para o conjunto total da população da União Europeia em 2024, a larga maioria (68,5%) considerou o seu estado de saúde bom ou muito bom. Em contrapartida, 8,5% das pessoas avaliaram a sua saúde como má ou muito má, e os restantes 23,0% classificaram-na apenas como razoável.

O Eurostat evidencia ainda que, como expectável, a avaliação positiva vai caindo à medida que a idade avança. Até aos 65 anos, a maioria dos cidadãos comunitários faz um balanço positivo da sua condição física: a taxa de satisfação atinge os 91,3% entre os jovens dos 16 aos 24 anos, sofrendo uma diminuição gradual ao longo da vida até se fixar nos 61,1% na faixa etária dos 55 aos 64 anos.