Para quem vive da terra, como José Teixeira, produtor de vacas maronesas em Canadelo, Amarante, o fogo controlado é uma questão de sobrevivência económica. Com um efetivo de 20 animais que pastam livremente pela serra, a renovação do coberto vegetal é essencial.
"É a diferença entre estar aberto ou estar fechado", confessa o produtor à Lusa. "Se estivesse a alimentá-las diariamente [no estábulo], era impossível ser produtivo. Elas são autónomas e só assim o negócio funciona."
O planeamento destas áreas é feito em estreita colaboração com os pastores locais, tentando conciliar a estratégia de defesa da floresta com as necessidades de alimentação do gado, promovendo assim a fixação de pessoas em zonas de montanha.