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Sociedade
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Tempestade Leonardo: Governo e GNR recomendam preparação de "Kit de emergência para 72 horas"

Com a chegada da depressão Leonardo a Portugal continental, que traz previsões de chuva persistente e intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve nas regiões de maior altitude, o Governo e a Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiram um conjunto de recomendações de segurança.

Redação

Para prevenir situações de risco semelhantes às registadas na tempestade anterior (Kristin), as autoridades apelam à preparação de um "kit de emergência" que garanta a autonomia das famílias durante três dias.

O que deve conter o "Kit para 72 horas"

De acordo com as indicações do Ministério da Administração Interna e da GNR, o kit deve incluir os seguintes itens essenciais:

  • Alimentação e Hidratação: Água e comida não perecível em quantidade suficiente para três dias;

  • Saúde: Kit de primeiros socorros com medicamentos essenciais;

  • Energia e Comunicação: Lanterna, rádio, pilhas extra e power bank para carregar dispositivos eletrónicos;

  • Proteção e Conforto: Roupa adequada, mantas e calçado resistente;

  • Higiene: Artigos de higiene pessoal e sacos do lixo;

  • Documentação: Cópias de documentos importantes guardadas numa bolsa impermeável;

  • Ferramentas e Diversos: Apito, canivete, dinheiro físico e um mapa da zona.

Cuidados com aquecimento e eletricidade

O Governo alerta para a necessidade de utilizar geradores exclusivamente no exterior das habitações, afastados de portas e janelas, para prevenir a acumulação de gases tóxicos. No interior, deve assegurar-se a utilização segura de lareiras e salamandras, garantindo ventilação adequada, a limpeza das chaminés e a extinção total das brasas antes de dormir.

Vigilância e prevenção

As autoridades recomendam ainda que a população evite aproximar-se de árvores instáveis, estruturas danificadas ou cabos elétricos caídos. Devem também ser redobrados os cuidados em trabalhos em altura, como subidas a telhados. Solicita-se ainda uma vigilância acrescida às habitações, especialmente as que se encontrem temporariamente desocupadas, devendo qualquer situação suspeita ser comunicada de imediato às forças de segurança. O Executivo reforça que os cidadãos devem seguir sempre as indicações das autoridades e dos serviços de proteção civil.