Para prevenir situações de risco semelhantes às registadas na tempestade anterior (Kristin), as autoridades apelam à preparação de um "kit de emergência" que garanta a autonomia das famílias durante três dias.
Com a chegada da depressão Leonardo a Portugal continental, que traz previsões de chuva persistente e intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve nas regiões de maior altitude, o Governo e a Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiram um conjunto de recomendações de segurança.
Para prevenir situações de risco semelhantes às registadas na tempestade anterior (Kristin), as autoridades apelam à preparação de um "kit de emergência" que garanta a autonomia das famílias durante três dias.
De acordo com as indicações do Ministério da Administração Interna e da GNR, o kit deve incluir os seguintes itens essenciais:
Alimentação e Hidratação: Água e comida não perecível em quantidade suficiente para três dias;
Saúde: Kit de primeiros socorros com medicamentos essenciais;
Energia e Comunicação: Lanterna, rádio, pilhas extra e power bank para carregar dispositivos eletrónicos;
Proteção e Conforto: Roupa adequada, mantas e calçado resistente;
Higiene: Artigos de higiene pessoal e sacos do lixo;
Documentação: Cópias de documentos importantes guardadas numa bolsa impermeável;
Ferramentas e Diversos: Apito, canivete, dinheiro físico e um mapa da zona.
O Governo alerta para a necessidade de utilizar geradores exclusivamente no exterior das habitações, afastados de portas e janelas, para prevenir a acumulação de gases tóxicos. No interior, deve assegurar-se a utilização segura de lareiras e salamandras, garantindo ventilação adequada, a limpeza das chaminés e a extinção total das brasas antes de dormir.
As autoridades recomendam ainda que a população evite aproximar-se de árvores instáveis, estruturas danificadas ou cabos elétricos caídos. Devem também ser redobrados os cuidados em trabalhos em altura, como subidas a telhados. Solicita-se ainda uma vigilância acrescida às habitações, especialmente as que se encontrem temporariamente desocupadas, devendo qualquer situação suspeita ser comunicada de imediato às forças de segurança. O Executivo reforça que os cidadãos devem seguir sempre as indicações das autoridades e dos serviços de proteção civil.