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Sociedade
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Doenças circulatórias e tumores malignos foram responsáveis por metade das mortes em 2024

Portugal registou 119.046 óbitos no ano de 2024 (os dados consolidados mais recentes), um ligeiro aumento de 0,1% face a 2023. Os dados do INE revelam uma subida preocupante das mortes por doenças respiratórias, impulsionada pela pneumonia.

Redação

As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos continuam a ser as principais causas de morte em Portugal, representando quase 50% da mortalidade total em 2024. Segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número total de óbitos subiu para os 119.046, valor que é 6% superior ao registado no período pré-pandemia (2019).

AVC continua a ser a principal causa individual

Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) causaram a morte a 9.007 pessoas (7,6% do total), mantendo-se como a causa mais letal. O impacto é particularmente severo entre as mulheres: por cada 100 óbitos femininos por AVC, registaram-se 78,7 óbitos masculinos.

Já as doenças isquémicas do coração foram responsáveis por 6.470 mortes, representando 5,5% do total nacional.

Tumores e doenças respiratórias

No campo dos tumores malignos, os dados destacam:

  • Pulmão, traqueia e brônquios: 4.488 mortes (3,8% do total).

  • Cólon, reto e ânus: 3.564 mortes, registando-se aqui uma descida de 2,1% face ao ano anterior.

O maior aumento percentual verificou-se nas doenças do aparelho respiratório, que vitimaram 14.022 pessoas (mais 7% do que em 2023). O INE associa cerca de um quarto deste crescimento à pneumonia, que causou 5.283 mortes no último ano.

Perda de "anos potenciais de vida"

Um dado alarmante do relatório é o aumento dos "anos potenciais de vida perdidos". Devido a doenças cerebrovasculares, perderam-se 9.710 anos em 2024, um agravamento face aos 9.420 do ano anterior. O número médio de anos perdidos por cada morte prematura subiu de 9,3 para 9,9 anos, refletindo um impacto crescente em idades mais jovens.

Do total de óbitos registados em solo nacional, a esmagadora maioria (99,5%) referia-se a cidadãos residentes em Portugal.