logo-a-verdade.svg
Sociedade
Leitura: 3 min

Empresas do Vale do Sousa mobilizam-se para marcha lenta contra subida dos combustíveis

Centenas de camiões deverão sair de Lordelo, em Paredes, na manhã de sexta-feira, numa marcha lenta que pretende chamar a atenção para o impacto do preço do gasóleo na atividade empresarial. A iniciativa poderá reunir cerca de 500 participantes e deverá provocar condicionamentos no trânsito em vários pontos da região.

Redação

Empresários ligados aos setores da extração de materiais, terraplanagem, escavação, movimentação e transporte de terras e inertes estão a preparar uma marcha lenta de camiões para sexta-feira, numa ação de protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis.

A iniciativa tem particular expressão no Vale do Sousa, onde é esperada uma forte participação de empresas ligadas aos transportes e à movimentação de terras e materiais. Segundo apurou o Jornal A VERDADE, várias empresas da região deverão aderir à ação.

O movimento conta já com cerca de 300 participantes confirmados, mas os promotores esperam que esse número possa chegar ou mesmo ultrapassar os 500 camiões.

A concentração está prevista para as 6h30 horas, em Lordelo, junto à entrada da A42. A partir desse ponto, a caravana deverá seguir em marcha lenta pela A41, no sentido Norte-Sul, prosseguindo depois pela A1 até à zona de Coimbra Sul. A chegada está apontada para as 13 horas.

O protesto surge num contexto de crescente preocupação entre empresas cujo funcionamento depende fortemente do transporte rodoviário e do consumo de gasóleo. Os promotores alertam para o impacto que a subida dos combustíveis está a ter nos custos de exploração e na sustentabilidade das atividades.

A dimensão prevista para a marcha poderá traduzir-se em fortes condicionamentos à circulação durante o percurso, sobretudo nos principais acessos rodoviários utilizados pela caravana.

Para as empresas do Vale do Sousa, a participação na iniciativa representa também uma forma de dar visibilidade às dificuldades sentidas diariamente por setores fortemente dependentes dos combustíveis e do transporte pesado.

Os organizadores pretendem, assim, levar as preocupações do setor para a estrada e pressionar para que sejam encontradas respostas perante a escalada dos custos dos combustíveis.