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Marco de Canaveses
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Operação Laço Azul: GNR e estudantes param condutores no Marco de Canaveses em defesa das crianças

A CPCJ do Marco de Canaveses saiu à rua na manhã desta terça-feira, dia 21 de abril, para assinalar o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.

Redação

A iniciativa, denominada Operação Laço Azul, foi dinamizada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) local e teve como objetivo central sensibilizar a população para a proteção dos direitos dos mais novos, alertando para a importância da denúncia e prevenção de situações de risco.

A ação decorreu entre as 10h00 e as 11h30 em dois pontos estratégicos do município: junto à Escola E.B. 2,3 de Alpendorada e à Escola E.B. Carmen Miranda, na cidade do Marco de Canaveses. Para garantir a segurança e o impacto da operação, a CPCJ contou com a parceria da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Câmara Municipal e dos Agrupamentos de Escolas, integrando ainda a rede UNIDAS da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.

Iniciativa mobiliza parceiros no concelho do Marco de Canaveses

A responsável da CPCJ marcoense, Joana Abreu, explicou que o evento pretendeu unir diversas forças vivas da comunidade em torno de uma causa comum. Segundo a responsável: "No sentido de consciencializar a comunidade para a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, a CPCJ do Marco de Canaveses, em parceria com a GNR, o município e alguns agrupamentos do concelho, associaram-se à organização da atividade denominada Operação Laço Azul".

A atividade consistiu na abordagem a condutores em pontos de paragem estratégica. Joana Abreu detalha que a ação: "Consistiu na entrega aos automobilistas de um folheto informativo, além de um laço azul para colocar na lapela, que é o símbolo do mês da prevenção". Esta iniciativa tem como finalidade última: "Alertar a comunidade em geral para todas as formas de violência contra as crianças e jovens nos diversos contextos".

Alunos do 7.º ano assumem papel de sensibilização nas ruas

Um dos pontos mais marcantes desta operação foi o papel atribuído aos estudantes marcoenses. Alunos do 7.º ano de escolaridade foram os principais protagonistas, interagindo diretamente com os cidadãos. De acordo com a responsável da CPCJ: "Serviu ainda para consciencializar os mais novos sobre esta temática, colocando-os como principais intervenientes nesta ação".

A preparação dos jovens surpreendeu pela positiva os organizadores. Joana Abreu relata que a iniciativa foi lançada às escolas em dois extremos do concelho: Alpendorada e Marco Centro. Sobre o desempenho dos estudantes, a responsável afirma: "O que é que estamos a perceber? Estamos a perceber que eles estão muito bem preparados. Até eles próprios prepararam um discurso para fazer a entrega dos folhetos informativos e dos laços. E, efetivamente, nota-se que estão empenhados".

Comunidade receptiva ao combate ao flagelo da violência infantil

A recepção por parte dos automobilistas e transeuntes foi calorosa, validando a necessidade de manter estas temáticas na agenda pública. "As pessoas estão bastante receptivas a esta questão dos maus-tratos e que, efetivamente, é preciso continuarmos a trabalhar sobre este flagelo que ainda existe na sociedade", refere Joana Abreu, acrescentando que: "Basicamente está a correr muito bem, as pessoas param com agrado e estão a receber esta informação como bastante necessária".

A operação encerrou com a partilha do lema oficial da campanha: "Serei o que me deres, que seja amor", uma frase que resume a missão da CPCJ e dos seus parceiros na construção de um ambiente seguro para as crianças do Marco de Canaveses. Através desta presença nas ruas, a organização reforça que o papel ativo de cada cidadão é fundamental na denúncia e na vigilância constante dos direitos dos menores.