De acordo com o site da marca britânica, as versões ID.3 Pro e Pro S são disponibilizadas com 204 cv, em vez dos 231 cv de potência máxima. O acesso aos 27 cv adicionais pode ser ativado através de uma subscrição mensal, anual ou vitalícia.
O custo da subscrição é de 16,50 libras por mês (cerca de 19 euros), 165 libras por ano (190 euros) ou 649 libras (aproximadamente 750 euros) para acesso vitalício. O serviço está associado ao veículo e não ao condutor, sendo ainda oferecido um mês de teste gratuito.
A prática de disponibilizar funcionalidades mediante subscrição não é inédita no setor automóvel. A Mercedes-Benz lançou em 2022, nos EUA, um serviço online que permitia pagar para aumentar a potência e aceleração de alguns modelos elétricos. A BMW também testou a cobrança mensal para ativar bancos e volantes aquecidos, enquanto marcas como Toyota/Lexus, Audi, Porsche, Tesla, General Motors e Ford têm vindo a adotar modelos semelhantes para funcionalidades digitais ou melhorias de desempenho.
A estratégia, que procura gerar receitas recorrentes, tem suscitado debate sobre até que ponto os consumidores são efetivamente proprietários de todas as capacidades do automóvel que adquirem.
No caso português, a Volkswagen confirmou que este modelo de subscrição não está disponível em Portugal. No mercado nacional, as versões ID.3 Pro e Pro S são vendidas já com a potência completa de 231 cv, a partir de 42.826 euros e 44.467 euros, respetivamente.
Em contrapartida, no Reino Unido, o ID.3 Pro e o Pro S têm preços de base equivalentes a 42.531 euros e 44.024 euros, sem incluir o desbloqueio de potência.
Segundo a marca, este tipo de oferta permite aos clientes escolherem a qualquer momento uma condução mais desportiva, em vez de terem de optar, no momento da compra, por versões mais caras.