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Portugal
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IPO do Porto e UTAD desafiam jovens a “fazer match” com a dádiva de sangue

O Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), lançou esta sexta-feira, 27 de março, uma campanha inovadora destinada a aumentar e fidelizar dadores de sangue com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos.

Redação

A iniciativa, apresentada no Dia Nacional do Dador de Sangue, foi desenvolvida por estudantes de Ciências da Comunicação da UTAD e prolongar-se-á por um ano, utilizando uma linguagem próxima das novas gerações para desmitificar o processo da dádiva.

“Tu és o tipo de alguém”: Criatividade inspirada em aplicações de encontros

Com o slogan “Tu és o tipo de alguém”, a campanha estabelece uma analogia simbólica com as aplicações de encontros (dating apps) para captar a atenção do público jovem e incentivar o "match" com a causa oncológica. A proposta criativa foca-se no altruísmo e na cidadania, apresentando a dádiva como um gesto de cuidado essencial para quem luta contra o cancro.

Segundo Maria Rosales, diretora do Serviço de Imuno-hemoterapia do IPO do Porto, a urgência é real e diária: “Alguns dos nossos doentes oncológicos necessitam de transfusões diárias para prosseguir com o seu tratamento. Cada dador jovem representa uma contribuição essencial para salvar vidas”.

Parceria entre Saúde e Academia

O projeto permitiu aos estudantes de Licenciatura e Mestrado da UTAD aplicarem conhecimentos em contexto real. Júlio Oliveira, presidente do IPO do Porto, sublinha que esta colaboração estratégica com a academia é uma mais-valia que permite à instituição aproximar-se da comunidade com uma mensagem mais eficaz.

Por seu lado, Fábio Ribeiro, docente da UTAD e coordenador da campanha, destaca a importância de as universidades desenvolverem competências em diálogo com instituições externas, proporcionando aos alunos uma experiência prática com impacto social direto.

Estratégia digital e combate ao medo das agulhas

Para travar o “scroll” nas redes sociais, a campanha aposta numa forte componente digital e em ferramentas interativas, tais como:

  • Conteúdos informativos: Esclarecimento de mitos e etapas da dádiva para garantir um processo seguro e rápido.

  • Gamificação: Um jogo de “Verdade ou Consequência”, baseado em informação médica validada, para educar de forma lúdica.

  • Combate à ansiedade: Identificado o receio de agulhas como uma barreira, a campanha sugere estratégias como a ingestão de água e a disponibilização de uma playlist no Spotify de 10 minutos — o tempo médio de uma colheita — para ajudar os dadores a relaxarem durante o processo.