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Sociedade
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Jovem sequestrado na Póvoa de Varzim é agredido e abandonado em Valongo

Um jovem de 20 anos viveu momentos de terror na madrugada desta quinta-feira, dia 23 de abril. A vítima foi sequestrada no concelho da Póvoa de Varzim, retida contra a sua vontade sob a ameaça de armas e agredida de forma violenta antes de ser deixada no concelho de Valongo.

Redação

Segundo os dados revelados pelo Jornal de Notícias, o jovem acabou por ser "encontrado ferido numa rotunda em Valongo esta madrugada", após ter ficado nas mãos dos criminosos durante cerca de "hora e meia". O rapto teve como principal objetivo o roubo.

Abordagem com arma de fogo na Póvoa de Varzim

O crime teve início no final da noite de quarta-feira. De acordo com o Jornal de Notícias, o jovem de 20 anos "terá sido abordado pelas 23.50 horas (...) na rua de Barão A Ver, na Póvoa de Varzim". Foi nesse momento que os dois suspeitos "obrigaram-no a entrar numa viatura sob ameaça de arma de fogo".

Já no interior do carro, a vítima foi sujeita a intimidação e violência física com propósitos de extorsão. Durante o período do sequestro, os dois homens agrediram o jovem "com socos e pontapés", num cenário em que os raptores "lhe exigiam dinheiro".

Agressões terminaram em descampado de Valongo

Ao fim de 90 minutos de retenção forçada e violência, os suspeitos perceberam que "não conseguiam os seus intentos" e decidiram terminar o sequestro. O jovem acabou por ser largado, já com ferimentos visíveis, "num descampado junto à rotunda da rua Nuno Tristão, no Alto de Valongo".

O socorro não tardou a ser acionado. Segundo a mesma fonte jornalística, que cita "fonte oficial da PSP", as autoridades foram chamadas ao local pouco depois da libertação, e "o alerta foi dado pela 1.20 horas". O jovem necessitou de assistência médica face às agressões sofridas a "soco e pontapé", tendo sido de imediato "transportado para o Hospital São João, no Porto".

Dada a natureza violenta do crime e, sobretudo, "por se tratar de um crime com arma de fogo", as diligências de investigação transitaram de forma automática para a Polícia Judiciária. A autoridade de investigação criminal está agora encarregue de identificar os autores do rapto que atravessou os dois concelhos do distrito do Porto.