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Resende
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Mau tempo: Abatimento de piso obriga ao corte da EN222 em Resende nos dois sentidos

A Estrada Nacional 222 (EN222) encontra-se cortada ao trânsito em ambos os sentidos desde a passada segunda-feira, na zona de São Martinho de Mouros, no concelho de Resende, distrito de Viseu.

Redação

A confirmação foi avançada esta sexta-feira, dia 20 de fevereiro de 2026, pelo presidente da Câmara Municipal de Resende, Fernando Silvério.

O autarca explicou que a interdição da via se deveu à "enorme quantidade de pluviosidade". Segundo Fernando Silvério, a estrada "começou por apresentar uma simples fissura e, em uma semana, a estrada acabou por abater e foi tomada a decisão de a cortar ao trânsito nos dois sentidos".

O abatimento do piso ocorreu "numa grande extensão" ao quilómetro 115, na freguesia de São Martinho de Mouros, troço este que faz a ligação a Barrô e segue em direção a Penajóia, já no concelho vizinho de Lamego.

Este corte total regista-se "nesta passagem do final do concelho, junto a Lamego" e está a causar fortes constrangimentos locais, dificultando a vida aos habitantes de Barrô, "que têm de dar uma volta enorme para vir à vila de Resende".

As alternativas rodoviárias apresentam limitações substanciais. O autarca exemplificou que, além de obrigarem a "quilómetros a mais", as estradas secundárias são estreitas, o que "causa dificuldade" no cruzamento de dois veículos. Este obstáculo transforma-se numa "dificuldade acrescida quando um deles é veículo pesado, como o transporte escolar".

Sendo a EN222 a "única via principal que atravessa o concelho de um lado ao outro", não existe para já "qualquer previsão de reabertura, até pela reparação que é necessária fazer". Face ao cenário, o presidente da autarquia deixou um apelo: “os condutores devem respeitar as indicações das autoridades e a sinalização temporária no local”.

Esta ocorrência em Resende é um dos muitos reflexos da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta por Portugal. A nível nacional, as intempéries resultaram na morte de dezoito pessoas e provocaram "muitas centenas de feridos e desalojados".

As principais consequências materiais deste temporal incluíram:

  • A destruição total ou parcial de casas, de empresas e de equipamentos;

  • A queda de árvores e de diversas estruturas;

  • O fecho forçado de estradas, de escolas e de serviços de transporte;

  • O corte nos fornecimentos de energia, água e serviços de comunicações;

  • A ocorrência generalizada de inundações e cheias.

As regiões do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo foram as mais afetadas pela severidade do clima. A situação de calamidade, que abrangia os 68 concelhos mais atingidos a nível nacional, chegou ao fim no passado domingo.