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Portugal
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Presidenciais: António José Seguro garante independência apesar do apoio do PS e destaca papel de Pedro Nuno Santos

António José Seguro afirmou que a sua candidatura presidencial mantém natureza independente, apesar do apoio do PS, e reconheceu que Pedro Nuno Santos teve papel importante no seu avanço.

Redação

António José Seguro garantiu que o apoio formal do Partido Socialista (PS) à sua candidatura presidencial “não altera a natureza independente” do seu projeto, sublinhando que quer ser “um presidente inclusivo, de todos os portugueses”.

Em entrevista à agência Lusa, o antigo secretário-geral do PS destacou que a primeira vez que ponderou verdadeiramente concorrer a Belém foi em outubro do último ano, motivado “pelo estado do país”. Segundo disse, o impulso final surgiu após Pedro Nuno Santos, então líder socialista, o ter incluído entre os “bons nomes” para a corrida presidencial.

“Julgo que essa declaração foi determinante para que muitas pessoas me incentivassem a avançar e me manifestassem apoio”, afirmou.

Seguro acrescentou que, embora tenha recebido incentivos “ao longo dos anos”, a decisão amadureceu apenas quando sentiu que “era tempo de contribuir para unir o país”.

“Candidatura independente e aberta”

O ex-líder socialista sublinhou que a sua candidatura “é independente, aberta a democratas, progressistas e humanistas”, e que reúne pessoas “de diversas origens” que participam “em pé de igualdade”, seja com ideias, trabalho ou apoio financeiro.

Questionado sobre o apoio logístico do PS, António José Seguro remeteu esclarecimentos para a direção do partido, afirmando que não há encontros marcados e que a campanha “tem as suas próprias estruturas”.

“Não temos direito de reserva à entrada nem qualquer exigência. Esta não é uma candidatura com reserva de admissão”, afirmou.

Apoio do PS é “motivo de satisfação e orgulho”

O candidato lembrou que o PS apoiou, ao longo de 50 anos, figuras como Mário Soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre, e garantiu que o seu caso “não é diferente”.

“Recebo todos os apoios de braços abertos. Se quero ser presidente de todos, não vou escolher quais apoios aceito. O apoio de um grande partido é motivo de satisfação e de orgulho”, frisou.

Relativamente ao momento em que o partido oficializou o apoio – quatro meses após o anúncio da candidatura –, Seguro desvalorizou a questão:

“O PS escolheu quando entendeu. Só quem tem uma visão conspirativa da política é que vê drama nestes timings.”