O piloto Romeu Leite, de 37 anos, conquistou em 2021 o título de campeão nacional no campeonato nacional de velocidade na classe superbike 1000cc, a classe rainha do campeonato.

Não só a terra onde vive, a freguesia Senhora Aparecida, que pertence ao concelho de Lousada, lembra a Romeu Leite a sua paixão e dedicação às motas. O piloto nasceu numa família com uma forte tradição na modalidade, nomeadamente nas corridas, e que lhe incutiu o mesmo gosto.

Uma herança que começou com a oficina de motas do avô, herdada pelo pai e por um tio, e que passou também pelo primo que já conquistou um campeonato nacional. Romeu Leite relembra que o pai o tentou afastar “deste mundo, porque sabia os perigos que corria”, mas o “bichinho sempre esteve lá”.

Foi com 19 anos, “já um bocadinho tarde”, que o piloto conseguiu convencer o pai e deixá-lo competir e a partir daí nunca mais parou, somando bons resultados. Romeu Leite destaca os títulos na classe 600 e na superbike, conquistando também alguns vice-campeonatos nas classes  85 e 600.

A competir na classe 1000, “a rainha a nível nacional”, o piloto revela algumas dificuldades de lutar com os “melhores pilotos nacionais” que recebem apoios muito elevados numa modalidade que exige “alguma sorte e regularidade” ao longo do ano. Para colmatar esta dificuldade, Romeu Leite tenta compensar com treinos físicos, mas que “não têm o mesmo impacto”

Uma dificuldade também sentida ao nível dos patrocinadores que se encontram, na sua maioria em Lisboa, e “os currículos perdem-se pelo caminho”, partilha em tom de brincadeira Romeu Leite. A localização geográfica é também um ponto contra porque, neste momento, apenas estão disponíveis os circuitos em Estoril e Portimão, que ficam a “imensos quilómetros”.

Apesar de todas as adversidades sentidas e dos poucos recursos humanos e financeiros, Romeu Leite consegue apresentar um currículo ambicioso e em 2021 conquistou o título de Campeão Nacional no campeonato nacional de velocidade na classe superbike 1000cc, a classe rainha do campeonato.

As modalidades ainda são um mundo à parte, confessa o piloto que acredita também na mudança de mentalidades e no longo percurso ainda a fazer. “Sinto que somos capazes de continuar a lutar e a fazer mais”.

Para 2022, Romeu Leite procura mais apoios e recursos financeiros, que o desporto motorizado “exige a quem quer ir mais além”. O piloto ambiciona revalidar o título de campeão nacional, mas para isso precisa de parceiros que participem no projeto.