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Sociedade
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Combustíveis: Preço do gasóleo sobe e gasolina desce esta semana

O preço dos combustíveis em Portugal vai sofrer alterações de 8 a 14 de junho, com uma subida prevista no gasóleo e uma ligeira descida na gasolina.

Redação

A próxima semana trará um cenário de tendências divergentes para os bolsos dos automobilistas portugueses, surgindo "nova semana, novas alterações nos preços dos combustíveis". De acordo com os dados oficiais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), "o preço médio do litro do gasóleo custa esta sexta-feira, 5 de junho, 1,86 euros enquanto o preço médio da gasolina totaliza 1,928 euros".

Caso se venham a confirmar as principais projeções delineadas por fontes do mercado, "o preço médio do gasóleo simples vai subir para 1,90 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá descer para 1,918 euros por litro". Em termos práticos de oscilação imediata, prevê-se um agravamento de "+4 cêntimos" no litro do gasóleo e um recuo de "-1 cêntimos" no litro da gasolina. Com estes novos valores de referência, o reabastecimento de um "depósito de 50 L" representará um encargo indicativo de "95 €" para os veículos a gasóleo e de "95,90 €" para os modelos a gasolina.

A variação de custos é igualmente avaliada por diferentes quadrantes do setor retalhista. "As contas feitas pela SIC, com base nos dados mais atualizados do fecho dos mercados de quinta-feira, apontam para um aumento de 4 cêntimos por litro no gasóleo enquanto a gasolina deve descer 1 cêntimo por litro". Esta dinâmica de subida no diesel ocorre logo "depois da descida significativa de cerca de 10 cêntimos esta semana". Por outro lado, as previsões avançadas pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) revelam-se ligeiramente distintas, apontando para "uma subida de 4,5 cêntimos no gasóleo" e estimando "que o preço da gasolina se mantenha inalterado".

Consequências da guerra no Médio Oriente no mercado do crude

O panorama de instabilidade internacional continua a ditar as flutuações nas tabelas nacionais. "Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os EUA, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região". O impacto mais severo decorre diretamente do "bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações".

A escalada de preços torna-se evidente quando analisada a longo prazo. Tomando como referência os valores registados a "1/2/2025", o preço médio do gasóleo acumula uma subida de "+24 cêntimos/L" (custava 1,659 €), ao passo que a gasolina simples 95 regista um acréscimo de "+15 cêntimos/L" (fixava-se em 1,764 €).

A DGEG salvaguarda que "esta previsão de preços consiste em valores médios com base nos preços da matéria-prima no fecho dos mercados". Deste modo, "havendo maior agravamento nas cotações do crude e dos combustíveis (...) a variação dos preços poderá ser mais acentuada na próxima semana face ao previsto". É ainda recordado aos consumidores que a tabela final é flexível, sendo comum "encontrar postos de combustível com variações de preços diferentes, uma vez que este setor, e consequentemente a sua política de preços, está liberalizado" em Portugal.

Redução do ISP e libertação de reservas extraordinárias

Face à volatilidade das matérias-primas, o quadro fiscal e de abastecimento conta com medidas de mitigação ativas. "Desde que estalou a guerra no Médio Oriente, o Governo comprometeu-se a aplicar uma nova redução extraordinária e temporária no ISP, sempre que se verifique um aumento do preço dos combustíveis superior a 10 cêntimos, para mitigar a escalada de preços". Este alívio, cujo "desconto extraordinário tem um efeito cumulativo a cada semana", acarreta um forte impacto nas contas públicas, existindo uma "estimativa do Conselho das Finanças Públicas" que aponta que a medida "vai retirar à receita fiscal do Estado 777 milhões de euros".

Para além do plano estritamente focado no ISP, o Executivo avançou com outras deliberações de emergência. "O executivo de Luís Montenegro também decidiu libertar até 10% das reservas estratégicas de combustível do país". Esta iniciativa foi adotada "na sequência de uma ação conjunta com os países da Agência Internacional de Energia, para conter a flutuação de preços nos mercados internacionais" e equilibrar a oferta numa fase de forte pressão geopolítica.