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Sociedade
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Gaia ativa Plano Municipal de Emergência até domingo para responder à subida do Douro

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia determinou a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC) até ao próximo domingo, dia 15 de fevereiro. A medida visa assegurar a unidade de comando na resposta aos efeitos do mau tempo e às cheias que têm afetado a orla ribeirinha.

Redação

A decisão consta de um despacho datado de sábado, mas tornado público esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro, no portal da autarquia. O documento define que a ativação do plano produz efeitos retroativos, abrangendo o período compreendido entre as 00h00 de 5 de fevereiro e as 23h59 de 15 de fevereiro, deixando em aberto a possibilidade de prorrogação "caso a evolução da situação o venha a justificar".

Coordenação operacional reforçada

Com a ativação do PMEPC, o executivo liderado por Eduardo Vítor Rodrigues garante a centralização da direção das ações de socorro, bem como a coordenação técnica dos meios empenhados no terreno. O Serviço Municipal de Proteção Civil mantém-se em "acompanhamento permanente", assegurando a monitorização hidrológica e meteorológica.

A ativação do mecanismo de emergência foi comunicada ao Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto, às Juntas de Freguesia e aos Serviços Municipais de Proteção Civil dos concelhos limítrofes, designadamente Porto, Gondomar, Espinho e Santa Maria da Feira.

Zonas ribeirinhas castigadas

A medida surge após uma semana marcada por inundações significativas em várias zonas do concelho. A subida das águas do rio Douro provocou alagamentos em localidades como Crestuma, Arnelas, Afurada, Areínho, Oliveira do Douro e Cais de Gaia.

A gravidade da situação obrigou, na passada sexta-feira, ao encerramento de uma unidade hoteleira situada na beira-rio, após a inundação do piso inferior (-1) da infraestrutura.

Contexto de calamidade nacional

A ativação do plano em Gaia insere-se no quadro de resposta às consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que assolam Portugal continental desde 28 de janeiro. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, num contexto meteorológico que já causou 15 vítimas mortais e avultados danos materiais em habitações e infraestruturas públicas.