Durante a apresentação pública do calendário das alterações, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordou os desafios desta transição, assumindo perentoriamente que "não há risco zero" ao alterar a espinha dorsal da rede de comunicações de emergência do Estado.
O governante detalhou que o vasto plano de transição engloba "matérias de curto e médio prazo" que serão executadas por este Governo, mas reconheceu com franqueza que existem passos estruturais "que transitarão para o seguinte". Rejeitando qualquer tipo de partidarização do tema e "não olhando a cores políticas", Luís Neves sublinhou que a segurança e as comunicações de emergência são uma matéria "do interesse comum", vincando que não existe apenas "um caminho a seguir". Na sua perspetiva sobre a urgência do processo, o líder da pasta garantiu: "O Governo tinha de agir e penso que agiu bem".