Os detidos, um homem de 50 anos e uma mulher de 39 anos, eram, respetivamente, sócio e empregada de agências imobiliárias que, entretanto, foram encerradas.
O esquema da venda de moradias
Segundo a PJ, o casal publicitava e vendia terrenos para construção situados em vários locais do distrito do Porto. Estes negócios incluíam projetos e o "compromisso de edificação de moradias".
Os contratos foram celebrados com dezenas de vítimas que, confiando na aquisição dos imóveis projetados, entregaram os valores solicitados. Contudo, ficaram a aguardar o cumprimento do prometido até perceberem que tinham sido enganadas, uma vez que as obras nunca chegaram a ser concretizadas.
Prejuízos elevados
Até ao momento, a investigação já apurou prejuízos superiores a 140 mil euros. No entanto, a PJ admite que o valor global possa chegar a "cerca de um milhão de euros", relativos aos negócios celebrados pelas agências utilizadas pelos suspeitos. A investigação prossegue para identificar outros lesados.
Os dois detidos serão presentes amanhã, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação adequadas.
