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Sociedade
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Trabalhadores da saúde avançam com greve nacional a 4 e 5 de maio

Os profissionais do setor da saúde vão estar em greve nos dias 4 e 5 de maio. A paralisação nacional foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) e abrange todos os trabalhadores, independentemente do seu vínculo, carreira ou filiação sindical.

Redação

De acordo com o pré-aviso de greve, a paralisação vai decorrer entre as 00h00 e as 24h00 de ambos os dias. O sindicato alerta para um estado de "exaustão prolongada" entre os profissionais e recusa que "quem cuida dos outros seja tratado com desprezo", exigindo respostas e diálogo por parte do Governo.

Para além da exigência por salários justos e condições de trabalho dignas, o STTS apresenta uma lista de exigências concretas ao Governo e às entidades empregadoras:

  • Reposição dos pontos retirados aos trabalhadores no âmbito do sistema de avaliação;

  • Contratação urgente de pessoal para pôr fim ao "uso e abuso" de turnos suplementares e horários contínuos de 14 a 16 horas;

  • Devolução e regularização das horas de trabalho não pagas e não gozadas;

  • Contestação direta ao pacote laboral recentemente apresentado pelo Executivo.

Para reforçar a paralisação, está também agendada uma manifestação para a manhã de 5 de maio, com concentração marcada junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Durante os dois dias de greve, o STTS garante o cumprimento dos serviços mínimos definidos pelo tribunal arbitral. Os serviços funcionarão com os meios humanos habitualmente disponibilizados para garantir a operação aos domingos e feriados.

Enfermeiros marcam nova paralisação para 12 de maio

Uma semana depois, a 12 de maio (data em que se assinala o Dia Internacional do Enfermeiro), o setor enfrentará uma nova greve, desta vez convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). Esta paralisação abrangerá os setores público, privado e social.

O SEP tem igualmente prevista uma manifestação em Lisboa, que arrancará do Campo Pequeno em direção ao Ministério da Saúde. O presidente do sindicato, José Carlos Martins, justifica a ação com a necessidade de lutar pela "dignidade dos enfermeiros e pela dignificação da enfermagem". Apesar de estarem a decorrer negociações com o Governo relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho, a estrutura sindical sublinha que é urgente resolver os problemas estruturais que afetam estes profissionais há vários anos.