A queixa deu entrada no tribunal de Cinfães a 12 de março, após a empresa proprietária ter deixado expirar o prazo concedido para a apresentação de um plano de remoção da embarcação, que era utilizada na extração de areia.
O Ministério Público (MP) iniciou um inquérito para investigar a situação de abandono do batelão ‘Plutão’, que se encontra parado no rio Douro, na zona de Cinfães, há nove anos. A investigação surge na sequência de uma queixa formal apresentada pela Autoridade Marítima Nacional (AMN).
A queixa deu entrada no tribunal de Cinfães a 12 de março, após a empresa proprietária ter deixado expirar o prazo concedido para a apresentação de um plano de remoção da embarcação, que era utilizada na extração de areia.
Segundo Pedro Cervaens, comandante adjunto da Capitania do Douro, o inquérito poderá ditar medidas drásticas caso o proprietário continue a não agir.
Intervenção Estatal: Uma entidade estatal poderá ser designada para remover o navio.
Custos: A operação seria inicialmente paga pelo erário público, mas o Estado avançaria posteriormente com um processo para ser ressarcido pelo proprietário do montante total da despesa.
O tribunal local confirmou esta segunda-feira, dia 20 de abril, à agência Lusa que o processo está em fase de investigação pelo Ministério Público.
O batelão encontra-se abandonado num troço do rio que faz fronteira entre duas regiões:
Margem Norte: Magrelos (Marco de Canaveses, distrito do Porto).
Margem Sul: Espadanedo (Cinfães, distrito de Viseu).
Em fevereiro de 2026, David Gomes, diretor de operações da proprietária Sociedade de Extração de Agregados, tinha garantido que a embarcação seria recuperada durante a primavera. O plano passava por realizar reparações no estaleiro da Inersel (na margem oposta) e, posteriormente, transferir o ‘Plutão’ para o rio Tejo, especificamente para a zona da Póvoa de Santa Iria, para retomar a atividade de extração.
No entanto, perante o incumprimento dos prazos e a abertura do inquérito judicial, a Lusa tentou obter uma atualização junto do responsável, não tendo recebido resposta até ao momento.