O fecho da carreira foi planeado para ser em casa. Natural de Carvalhosa, Quim fez questão de representar o clube da sua terra nos últimos dois anos, a convite de Marco Aurélio. A despedida foi épica: o Carvalhosa subiu de divisão pela primeira vez na sua história. "Terminar com o culminar de uma subida de divisão deixa-me completamente radiante e lisonjeado", confessa.
O ponto final oficial aconteceu este mês: o último jogo do campeonato a 12 de abril e a última partida oficial a 15 de abril, para a Taça Capital do Móvel. A decisão, diz ser "100% tomada", motivada por uma promessa feita à sua filha mais nova: quando ela fizesse 10 anos, ele deixaria o futebol competitivo para se dedicar à família.
Quim Golo admite que, desde os 18 anos, o futebol foi sempre a sua prioridade absoluta, muitas vezes à frente de amigos e família. Agora, as chuteiras da AF Porto ficam no prego. O futuro passará apenas pelas Velhas Guardas do Paços de Ferreira, o clube onde tudo começou, para manter o convívio, mas sem a pressão da competição que o consumiu durante quase quatro décadas. "Eu se calhar é que estou a mais, porque levo isto demasiadamente a sério", conclui aquele que foi um dos mais letais finalizadores do futebol regional.