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Portugal
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Preços das casas em Portugal quase triplicam em dez anos

Os preços da habitação em Portugal registaram uma escalada sem precedentes na última década, quase triplicando entre 2015 e 2025.

Redação

De acordo com os dados divulgados hoje, 7 de abril, pelo Eurostat, o país registou um aumento de 180% neste período de dez anos, posicionando-se como o segundo Estado-membro da União Europeia (UE) com a subida mais acentuada.

Este crescimento meteórico reflete uma pressão contínua no mercado imobiliário nacional, que superou largamente a média europeia e coloca Portugal no topo da lista dos países onde o acesso à habitação mais encareceu.

A Década do "Boom": Portugal no Topo Europeu

A análise do gabinete estatístico da UE, que compara o quarto trimestre de 2025 com o ano de 2015, revela que a subida de 180% em Portugal apenas foi superada pela Hungria, onde os valores mais do que triplicaram, atingindo um aumento de 290%.

Abaixo de Portugal, no ranking das maiores subidas da década, encontram-se países como:

  • Lituânia: +168%

  • Bulgária: +157%

Retrato do 4.º Trimestre de 2025: Aceleração Mantém-se

Os dados mais recentes, focados especificamente no final de 2025, confirmam que a tendência de subida não dá sinais de abrandamento significativo. Em comparação com o mesmo período de 2024, os preços das casas em Portugal subiram 18,9%. Mais uma vez, este valor garantiu ao país o segundo lugar no pódio das subidas anuais mais elevadas na UE.

No panorama europeu do último trimestre de 2025, os destaques vão para:

  • Hungria: +21,2% (1.º lugar)

  • Portugal: +18,9% (2.º lugar)

  • Croácia: +16,1% (3.º lugar)

Em contrapartida, as médias comunitárias mostram um comportamento muito mais moderado do mercado. No conjunto da Zona Euro, os preços aumentaram 5,1%, enquanto na UE-27 a subida média foi de 5,5%, o que significa que o mercado português está a crescer a um ritmo três vezes superior à média europeia.

Um Mercado em Disparidade

Estes números, baseados no Índice de Preços da Habitação, sublinham o fosso crescente entre o mercado nacional e os nossos parceiros europeus. Enquanto muitos países começam a registar uma estabilização, Portugal continua a ser um caso de estudo pela resiliência (e custo) dos seus ativos imobiliários.

Parece que, na última década, encontrar uma casa a preços de 2015 tornou-se uma tarefa mais digna de um arqueólogo do que de um comprador comum.