Jorge Liça, vice-presidente da Ordem dos Engenheiros, explicou à CNN Portugal que o volume de trabalho é desproporcional aos recursos disponíveis. "Há muito trabalho e a quantidade de recursos técnicos especializados é limitada", afirmou, sublinhando que, em situações de catástrofe, os meios humanos de manutenção tornam-se insuficientes.
A esta dificuldade acresce a logística de materiais. O engenheiro José Medeiros Pinto alertou, em declarações à CNN, para uma "rutura de equipamentos específicos", como cadeias de isoladores e cabos, o que prolonga a espera. Embora Jorge Liça considere que materiais como postes e condutores podem ser obtidos em armazéns nacionais ou em Espanha e França, a necessidade de meios pesados, como gruas e retroescavadoras para substituir postes caídos, condiciona as operações.