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Sociedade
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PSP emite alerta sobre os perigos da Lagarta do Pinheiro

A Polícia de Segurança Pública (PSP) lançou um aviso à população devido ao aumento da visibilidade da Lagarta do Pinheiro (Processionária) em jardins, passeios e zonas florestais.

Redação

Com a chegada de dias mais quentes, é comum observar estes insetos a deslocarem-se em fila no solo — um comportamento típico da espécie —, o que representa um risco elevado para a saúde pública e animal.

"Armadilhas Biológicas" e Riscos para a Saúde

Embora pareçam inofensivas, estas lagartas são descritas pelas autoridades como verdadeiras "armadilhas biológicas". O seu corpo está coberto de pelos urticantes que funcionam como micro-agulhas tóxicas, capazes de desencadear reações alérgicas graves, irritações oculares e dificuldades respiratórias em humanos.

O perigo é particularmente crítico para os animais de estimação. O contacto direto, a inalação ou o ato de lamber estas lagartas pode provocar a necrose da língua e outras complicações graves em poucos minutos. A PSP recomenda que, em zonas de pinhal, os cães sejam mantidos sempre pela trela e que se evite que estes cheirem ou brinquem com objetos no solo.

Conselhos de Segurança: O que não fazer

Para reforçar a segurança, a PSP destaca um conjunto de comportamentos a evitar:

  • Não tocar nem pisar as lagartas;

  • Não varrer as lagartas ou os locais por onde passaram, uma vez que os pelos tóxicos dispersam-se facilmente pelo ar;

  • Não remover ninhos (que se assemelham a "bolas" brancas nas copas das árvores) por conta própria.

Procedimentos em Caso de Contacto

Se ocorrer contacto acidental, a zona afetada em pessoas deve ser lavada imediatamente com água corrente abundante (sem esfregar) e os pelos remanescentes devem ser removidos com recurso a fita adesiva. Em caso de sintomas intensos, deve procurar-se assistência médica urgente.

Relativamente aos animais, a zona deve ser lavada com cuidado e deve-se impedir que o animal lamba a área, sendo crucial procurar rapidamente um médico veterinário.

A PSP reforça que "a distância é a melhor proteção" e solicita que, caso seja detetado risco em zonas públicas, os cidadãos informem prontamente as autoridades competentes.