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Porto
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Linha Amarela do Metro pode ser prolongada para nova estação de Gaia, propõe construtor do TGV

O consórcio construtor da linha de alta velocidade Porto-Oiã apresentou uma proposta de extensão da Linha Amarela do Metro do Porto para o local alternativo onde pretende construir a estação de Gaia, sem incluir financiamento para a obra e não contemplando a linha Rubi, conforme relatório hoje divulgado.

Redação

De acordo com o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), em consulta pública até 11 de novembro no portal participa.pt, a estação de Gaia incorporaria a estação de comboios de alta velocidade, a extensão da Linha Amarela, novos arruamentos previstos no Plano Diretor Municipal (Via de Ligação 3) e um parque urbano de grande dimensão, ocupando parte da rede ecológica fundamental definida no PDM.

Esta proposta difere da concessão assinada pelo consórcio AVAN Norte em 29 de julho, que estabelecia a estação em Santo Ovídio com ligações às linhas de metro Amarela e Rubi, e também da proposta de abril, que sugeria a extensão da linha Rubi e não da Amarela. O consórcio refere ainda ter apresentado a linha Rubi à Metro do Porto, tendo sido informado de que a ligação poderia ser feita por qualquer uma das linhas, mas apenas como projeto futuro a desenvolver em articulação com as entidades envolvidas.

O RECAPE detalha que o plano de pormenor da estação abrange 50 hectares, sendo que a Fase 1 (23 ha) será da responsabilidade do consórcio, incluindo acessos rodoviários e a nova estação de metro, enquanto a Fase 2 ficará a cargo da Câmara de Gaia, abrangendo a construção total da Via L3 e o prolongamento da Linha Amarela. No entanto, o relatório não esclarece o financiamento da extensão do metro de Santo Ovídio até Vilar do Paraíso, cerca de dois quilómetros a sul, e considera que ambas as localizações pertencem à mesma freguesia, ignorando a separação administrativa entre Santo Ovídio e Vilar do Paraíso.

O consórcio justifica a mudança da solução contratual por fatores técnicos, ambientais e operacionais, incluindo a complexidade e riscos da construção subterrânea em Santo Ovídio, impactos ambientais e energéticos mais favoráveis na solução à superfície, melhoria da acessibilidade e mobilidade com ligação direta às autoestradas A1, A44 e A29, maior flexibilidade operacional ferroviária, segurança na evacuação de passageiros e redução do impacto na circulação na Avenida da República.

Além disso, argumenta que a nova solução promove integração urbana e paisagística, cria uma centralidade urbana com espaços verdes e serviços públicos e reduz a sobreposição com a zona de influência da Estação de Campanhã, concentrando-se mais na zona Porto Oeste e Gaia Sul.

A Infraestruturas de Portugal está a realizar uma análise técnica e jurídica da proposta, tendo recebido elementos fora do concurso público. A localização da estação em Santo Ovídio e a ponte rodoferroviária sobre o Douro estavam previstas desde setembro de 2022, aquando da primeira apresentação do projeto.

O Banco Europeu de Investimento (BEI), que financiou a linha de alta velocidade, sublinha que qualquer alteração material ao projeto exige revisão formal pelas autoridades e credores, uma vez que o financiamento se baseou na proposta aprovada no concurso público.