Este ano, candidataram-se menos de 50 mil alunos, ou seja, menos nove mil do que no ano passado. As previsões de quebra confirmaram-se: ficaram colocados 43.899 estudantes, um valor que representa uma diminuição de 12,1% em relação a 2024.
Mais de 43 mil estudantes ficaram colocados numa instituição pública de ensino superior na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, correspondendo a nove em cada dez candidatos, e a maioria conseguiu vaga no curso que pretendia, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
Este ano, candidataram-se menos de 50 mil alunos, ou seja, menos nove mil do que no ano passado. As previsões de quebra confirmaram-se: ficaram colocados 43.899 estudantes, um valor que representa uma diminuição de 12,1% em relação a 2024.
Apesar da redução no número de candidatos, aumentou a percentagem de alunos que conseguiram colocação, atingindo-se o valor mais alto de sempre: 90,1% dos candidatos ficaram colocados, mais quatro pontos percentuais do que no ano passado.
Entre estes, 63,1% garantiram lugar logo na primeira opção, e 90,9% numa das três primeiras escolhas, os melhores resultados registados nos últimos anos.
Para o MECI, estes números demonstram “um crescente ajustamento entre a procura dos estudantes e a oferta das instituições”.
À semelhança de anos anteriores, os cursos de Engenharia Aeroespacial, Medicina, Matemática Aplicada à Economia e Gestão e Bioengenharia foram os mais difíceis de entrar, com médias mínimas de acesso iguais ou superiores a 18 valores.
Nos cursos de Medicina ficaram colocados 1.647 alunos, continuando a ser uma das áreas mais competitivas.
Olhando para os cursos com maior procura por estudantes com notas a partir dos 17 valores, foram admitidos 4.524 alunos, o que representa um aumento de 10% face a 2024.
Um dos destaques da edição deste ano foi o aumento de 20,3% no número de colocados em Educação Básica. As 1.199 vagas disponibilizadas foram totalmente preenchidas.
De acordo com o MECI, “nos últimos três anos, o número de colocados em licenciaturas em Educação Básica aumentou 64,9%, demonstrando o crescente interesse dos estudantes por estas formações”.
Já nas áreas ligadas às competências digitais, registou-se uma quebra. Entraram 6.447 estudantes, menos 16,7% do que no ano anterior.
Apesar da elevada taxa de colocação, sobraram 11.513 vagas, o número mais alto da última década.
Os estudantes colocados têm agora entre segunda e quinta-feira para realizarem matrícula e inscrição.
Paralelamente, inicia-se na segunda-feira a 2.ª fase de candidaturas, que decorre até 03 de setembro, com resultados previstos para 14 de setembro.
Além das vagas sobrantes, surgirão novos lugares deixados por alunos que não concretizem matrícula ou desistam, os quais serão divulgados em 02 de setembro no site da Direção-Geral do Ensino Superior (www.dges.gov.pt). Nessa altura será também possível alterar candidaturas já submetidas.
Podem concorrer à 2.ª fase os estudantes que não ficaram colocados, bem como aqueles que pretendam mudar de curso. O MECI lembra, no entanto, que, caso consigam nova colocação, a matrícula e inscrição realizadas na 1.ª fase serão anuladas.
Também os candidatos colocados na 1.ª fase que não efetuem matrícula podem voltar a inscrever-se na 2.ª fase.