Para centenas de alunos, o dia letivo não começa com o toque da campainha, mas, sim, com o aceno de Adelino Fonseca. A residir em Lordelo e a trabalhar nesta escola há 28 anos, Adelino é a primeira barreira – não física, mas humana – que as crianças e jovens encontram. E ele leva essa missão a sério.
O percurso profissional de Adelino nem sempre foi feito de "bons dias". Aos 18 anos emigrou, mas regressou passado um ano. Trabalhou em segurança privada no Porto e, com cerca de 20 anos, entrou para a escola de Rebordosa como guarda-noturno. Mais tarde, fixou-se em Vilela, onde durante cerca de 10 ou 15 anos foi o guardião da escola durante a noite.
A mudança deu-se quando a vigilância eletrónica substituiu a presença humana noturna. "Com a transição da carreira era assim: ou passava para o turno de dia ou ia embora", recorda. A escola ganhou com a troca: o homem habituado ao silêncio da noite tornou-se na primeira voz da manhã.
