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Sociedade
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ULS Tâmega e Sousa vai contratar 200 camas ao exterior e projeta novo edifício de 10 andares

A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) vai recorrer, no curto prazo, a 200 camas de unidades dos setores privado e social para responder à pressão assistencial. A medida foi anunciada hoje, 20 de janeiro, em Penafiel, pelo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida.

Redação

Durante uma visita ao Hospital Padre Américo, Álvaro Almeida reconheceu que esta ULS constitui "um dos problemas maiores do SNS no Norte do país" devido ao seu subdimensionamento. A unidade foi projetada para servir 300 mil utentes, mas presta atualmente cuidados a mais de meio milhão de pessoas, abrangendo 11 municípios.

"Vamos tentar resolver o subdimensionamento com várias soluções. As soluções são, entre outras, a utilização de novas camas contratadas ao exterior, isto no curto prazo", afirmou o diretor-executivo, após reunir com a administração da ULSTS. Na reunião esteve também presente a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que não prestou declarações à comunicação social.

Expansão a médio prazo

Para além da resposta imediata através da contratação externa, a solução a médio prazo passará pelo alargamento das instalações. José Luís Gaspar, presidente do conselho de administração da ULSTS, adiantou que pretende fazer crescer o hospital "para o lado do atual estacionamento".

O responsável revelou que o projeto, que incluirá "um edifício de 10 andares", será apresentado à tutela "até ao final deste ano". José Luís Gaspar admitiu que a unidade necessita "sobretudo de muito planeamento" para colmatar a necessidade real de respostas rápidas.

Plano de contingência e internamentos

Atualmente, o Hospital Padre Américo mantém o plano de contingência ativo no nível máximo, cenário que deverá manter-se até ao final deste mês. "Estamos em fase decrescente do pico do mês de dezembro, por isso acreditamos que até ao final de janeiro estaremos a passar para nível dois", explicou José Luís Gaspar.

Sobre a situação nas urgências, onde são frequentes os relatos de internamentos em corredores, o presidente do conselho de administração garantiu que os doentes, mesmo quando aguardam cama, têm "a medicação e a vigilância adequadas". Segundo Filipa Carneiro, diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, encontravam-se hoje 11 doentes internados nas urgências.

Confrontado com as exigências da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que no início de janeiro denunciou a existência de 70 doentes nos corredores e exigiu conhecer o plano de contingência, José Luís Gaspar assegurou hoje que o documento é do conhecimento de todas as direções de serviço.

O plano em vigor contempla a suspensão temporária da atividade cirúrgica programada não urgente, o reforço da hospitalização domiciliária e o reforço das equipas de Medicina Interna com médicos de outras especialidades (Pneumologia, Infecciologia, Endocrinologia e Nefrologia) e de Enfermagem.