Durante uma visita ao Hospital Padre Américo, Álvaro Almeida reconheceu que esta ULS constitui "um dos problemas maiores do SNS no Norte do país" devido ao seu subdimensionamento. A unidade foi projetada para servir 300 mil utentes, mas presta atualmente cuidados a mais de meio milhão de pessoas, abrangendo 11 municípios.
"Vamos tentar resolver o subdimensionamento com várias soluções. As soluções são, entre outras, a utilização de novas camas contratadas ao exterior, isto no curto prazo", afirmou o diretor-executivo, após reunir com a administração da ULSTS. Na reunião esteve também presente a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que não prestou declarações à comunicação social.
Expansão a médio prazo
Para além da resposta imediata através da contratação externa, a solução a médio prazo passará pelo alargamento das instalações. José Luís Gaspar, presidente do conselho de administração da ULSTS, adiantou que pretende fazer crescer o hospital "para o lado do atual estacionamento".
O responsável revelou que o projeto, que incluirá "um edifício de 10 andares", será apresentado à tutela "até ao final deste ano". José Luís Gaspar admitiu que a unidade necessita "sobretudo de muito planeamento" para colmatar a necessidade real de respostas rápidas.
Plano de contingência e internamentos
Atualmente, o Hospital Padre Américo mantém o plano de contingência ativo no nível máximo, cenário que deverá manter-se até ao final deste mês. "Estamos em fase decrescente do pico do mês de dezembro, por isso acreditamos que até ao final de janeiro estaremos a passar para nível dois", explicou José Luís Gaspar.
Sobre a situação nas urgências, onde são frequentes os relatos de internamentos em corredores, o presidente do conselho de administração garantiu que os doentes, mesmo quando aguardam cama, têm "a medicação e a vigilância adequadas". Segundo Filipa Carneiro, diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, encontravam-se hoje 11 doentes internados nas urgências.
Confrontado com as exigências da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que no início de janeiro denunciou a existência de 70 doentes nos corredores e exigiu conhecer o plano de contingência, José Luís Gaspar assegurou hoje que o documento é do conhecimento de todas as direções de serviço.
O plano em vigor contempla a suspensão temporária da atividade cirúrgica programada não urgente, o reforço da hospitalização domiciliária e o reforço das equipas de Medicina Interna com médicos de outras especialidades (Pneumologia, Infecciologia, Endocrinologia e Nefrologia) e de Enfermagem.
