A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) apresentou, esta quarta-feira, dia 6 de maio, um estudo em Lisboa focado no impacto económico e social da gestão autónoma da saúde. O documento sublinha que "a adoção de autocuidados permite uma poupança anual estimada em 9,6 mil milhões de euros". Os resultados evidenciam os desafios diários vividos também nos hospitais e centros de saúde da região Norte, afetando diretamente territórios densamente povoados e o dia a dia da comunidade marcoense.
Os especialistas clarificam que "os autocuidados não se posicionam como uma alternativa indiscriminada aos cuidados médicos", assumindo-se antes "como parte de um modelo mais eficiente de utilização dos recursos de saúde". A fatia financeira poupada tem um impacto tremendo: "quando extrapolado para a população, o autocuidado já gera uma poupança anual estimada de cerca de 9,6 mil milhões de euros, dos quais 47% correspondem a custos evitados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 53% a despesas evitadas pelos cidadãos".
De acordo com a mesma análise, "cada aumento de um ponto percentual na adoção de autocuidados poderá gerar cerca de 239 milhões de euros adicionais por ano".
