O número de novas infeções por COVID-19, da variante Ómicron, propagou-se “de forma explosiva” nas últimas semanas, mas, devido à “escassez de suscetíveis” para infetar, encontra-se agora em queda.

Alguns epidemiologistas informam que a queda apresentada pode não durar para sempre, no entanto, isso não significará voltar a atingir picos passados. 

Segundo Óscar Felgueiras, matemático da equipa de especialistas que tem aconselhado o Governo na tomada de decisões sobre a evolução da pandemia em Portugal: “era totalmente insustentável continuarmos a assistir ao aumento de casos como nos últimos meses, sobretudo, depois de as crianças também terem sido expostas ao vírus. Temos 30% da população portuguesa com casos confirmados, um número indeterminado de infeções não detetadas e a maioria dos portugueses vacinados, portanto, temos, de facto, um conjunto de suscetíveis muito reduzido”.

De acordo com o investigador da Universidade do Porto: “não nos vamos ver livres do vírus nos próximos anos, mas também não vamos voltar a ter o que tivemos, já passámos o pior”. Tanto Óscar Felgueiras como o outro especialista abordado, Manuel Carmo Gomes, acreditam que: “todos vamos ter algum grau de imunidade”, seja pela infeção ou pela vacina.

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