logo-a-verdade.svg
Sociedade
Leitura: 3 min

PJ detém quatro pessoas em megaoperação contra a venda ilegal de produtos de canábis

A Operação "Planta Segura" fiscalizou dezenas de estabelecimentos comerciais em todo o país. Foram apreendidas cerca de 8 mil doses de estupefacientes e instaurados 20 processos-crime por tráfico.

Redação

A Polícia Judiciária (PJ) realizou, no dia 2 de março, uma operação de âmbito nacional direcionada à fiscalização de lojas dedicadas à venda de produtos com canábis e seus derivados. A ação, denominada "Planta Segura" e inserida na campanha "Portugal Sempre Seguro", resultou na detenção de quatro pessoas e na constituição de dez arguidos.

A operação foi coordenada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) e contou com a estreita colaboração do INFARMED e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), além do envolvimento de diversas diretorias e departamentos da PJ de norte a sul do país e ilhas.

Balanço das apreensões e buscas

Durante as diligências, as autoridades visaram quatro empresas e realizaram 24 buscas (23 em espaços não domiciliários e uma domiciliária). O contingente policial, composto por 121 elementos apoiados por 43 viaturas, identificou 32 cidadãos, entre os quais um cidadão estrangeiro.

No total, as autoridades instauraram 20 processos-crime por tráfico de estupefacientes e retiraram do mercado quantidades significativas de substâncias ilegais, que correspondem a cerca de 8 mil doses individuais:

  • 19.058 gramas de canábis em folha;

  • 987 ml de óleo de canábis;

  • 168 gramas de resina de canábis.

Alerta à saúde pública e enquadramento legal

Na sequência desta operação, a Polícia Judiciária deixou um alerta claro aos comerciantes e consumidores: a venda de produtos à base de canábis em Portugal Continental e Ilhas não é permitida sem a devida e prévia autorização do INFARMED. A sua comercialização fora do enquadramento legal configura crime de tráfico de estupefacientes.

A PJ adverte ainda a população para os perigos ocultos de muitos artigos vendidos sob a capa de produtos "naturais" ou "derivados de canábis". Estas substâncias podem apresentar concentrações psicoativas capazes de provocar efeitos adversos graves, tais como:

  • Alterações cognitivas e perturbações do humor;

  • Risco de dependência;

  • Aumento do risco para a saúde mental (especialmente entre os mais jovens).

A autoridade criminal apela aos cidadãos para que evitem a aquisição de substâncias cuja composição e origem não estejam devidamente certificadas por entidades oficiais.