logo-a-verdade.svg
Marco de Canaveses
Leitura: 3 min

Grupo de bombos “Os Camisas Negras” quer elevar o nome da freguesia de Santo Isidoro e Livração

Criado a 10 de novembro de 2024, durante o tradicional magusto de Louredo, em Amarante, o grupo de bombos “Os Camisas Negras”, da freguesia de Santo Isidoro e Livração, Marco de Canaveses, nasceu de um sonho antigo de César Castro, o atual chefe do grupo.

Redação

“Tudo começou como uma brincadeira. Desde pequeno que sonhava criar um grupo de bombos. Nunca pensei que chegássemos a este ponto. Já tivemos algumas saídas e temos mais marcadas até ao fim do ano. Estamos todos com o mesmo objetivo: sermos cada vez melhores”.

O gosto pelos bombos já vem de “pequenito” e César recorda as idas às festas com os pais. “Via os grupos de bombos e juntava-me à confusão. Estava ali sempre a furar para ir para o meio deles”, conta o jovem.

A inexistência, atual, de um grupo de bombos fê-lo criar “Os Camisas Negras”, com o objetivo de “dar a conhecer e dinamizar a freguesia. Tentamos animar as pessoas, mas nem sempre é fácil”.

O nome “Camisas Negras” surgiu de forma espontânea, num jantar entre os elementos do grupo. “Foi o primeiro nome que nos surgiu e toda a gente gostou. E, como costumo dizer, o grupo não é meu, é de todos os que tocam comigo".

Atualmente, com cerca de 12 elementos - o mais novo com cerca de sete anos - o grupo está aberto a novos membros. “Tudo se aprende e não devem ter vergonha de experimentar”.

César sente-se “orgulhoso” pelo trabalho que o grupo está a desenvolver e garante que tudo é feito com “paixão. Nós não andamos por dinheiro, mas sim, pelo gosto e para dar a conhecer o grupo. E é isso que nos une mais”.

Apesar das dificuldades, há um sentimento de orgulho por reviver uma tradição local e o jovem reconhece que “algumas pessoas estão contentes com isto. Procuram-nos e, às vezes, até ouvem os bombos a ensaiar. Orgulhamo-nos de reviver esta tradição”.

O que é que é preciso para ter sucesso? “Se estivermos todos dentro do mesmo barco, a remar para o mesmo lado, as coisas correm bem”, garante César Castro, que deixa uma mensagem aos colegas e à comunidade. “O grupo sabe que estou orgulhoso por isto, é um gosto enorme tê-los comigo. E gostava de pedir às pessoas para confiarem mais e darem mais oportunidades a estes grupos que se estão a desenvolver. Acho que havia de haver mais apoios. Podem não nos conhecer, mas garanto que o resultado final é marcante”.

Quanto ao futuro, há um objetivo claro: adquirir uma carrinha, em janeiro de 2026, para levar “Os Camisas Negras” às festas da região.