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Sociedade
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São Martinho regressa a Penafiel: castanhas, vinho e encontros intergeracionais

A cidade de Penafiel abriu oficialmente este sábado, 8 de novembro, a edição 2025 do São Martinho, uma das maiores e mais emblemáticas festas populares do Norte do país.

Redação

A sessão de abertura contou com a presença de Pedro Cepeda, presidente da Câmara Municipal de Penafiel, que sublinhou a importância desta festividade para a comunidade e para a promoção da identidade cultural do concelho.

O São Martinho é um sucesso todos os anos, porque é de facto uma iniciativa, uma festividade que tem muita história, uma festividade secular e que ao longo dos anos também tem vindo a saber reinventar-se e a atrair cada vez mais públicos”, afirmou o presidente da autarquia, destacando a combinação de tradição e inovação que caracteriza o evento.

Gastronomia e tradição em destaque

Pedro Cepeda enfatizou o papel central da gastronomia na festa, nomeadamente a castanha e o vinho novo, elementos indissociáveis do São Martinho. “Temos esta particularidade de, normalmente, o São Pedro ser sempre muito simpático connosco e acreditamos que este ano será igual. Portanto, esperamos que seja mais um São Martinho com muita animação, a promover a nossa gastronomia, onde a castanha também por estes dias é rainha, o nosso vinho novo, as adegas cooperativas da região estão cá novamente para mostrar aquilo que são as suas colheitas e o seu produto”, explicou.

O presidente acrescentou que a festa funciona também como um ponto de encontro comunitário: “Estamos muito confiantes que os penafilenses, ao longo destes dias, irão olhar para o São Martinho também como um ponto de convívio, como uma oportunidade para construirmos ainda mais comunidade, num diálogo intergeracional, porque o São Martinho é visitado por todas as gerações e também aqui na nossa região, em todo o norte do país, seguramente que todos os caminhos durante estes dias vêm dar aqui à nossa cidade de Penafiel”.

Um momento de união para o concelho

A sessão de abertura evidenciou, ainda, o papel da festa como espaço de encontro das forças vivas do concelho. “Aqui, numa festividade do nosso concelho, é o momento de nos juntarmos todos: autarcas, presidentes de junta, membros da Assembleia Municipal, todos aqueles que são as forças vivas deste concelho, para que juntos possamos celebrar o São Martinho, mas também possamos trocar impressões sobre aquilo que será o futuro do nosso concelho, que nós acreditamos que será sempre muito positivo”, sublinhou Pedro Cepeda.

Impacto económico e participação intergeracional

Questionado sobre o crescimento do evento e o impacto no comércio local, Pedro Cepeda destacou os números e a satisfação dos comerciantes: “Os indicadores que temos e, sobretudo, a opinião das pessoas que fazem negócios no São Martinho, é que de facto de ano para ano o volume de negócios tem aumentado e isso é extremamente positivo".
Tem que ver com esta vertente de maior participação dos públicos jovens, não só de Penafiel, mas de toda a região. Por outro lado, conseguimos gerar este diálogo intergeracional e, com a promoção regional e até nacional que estes eventos ganham, conseguimos dar a conhecer ainda melhor o nosso território”, acrescentou.

Segurança e acolhimento: o segredo do sucesso

Sobre os fatores que tornam o São Martinho num evento de referência, Pedro Cepeda salientou a segurança e a participação ativa da comunidade: “Um dos principais pontos para que isso aconteça é que, na Câmara Municipal de Penafiel, em parceria com todas as entidades, temos sempre preocupação na segurança". "A segurança é fundamental, temos um forte dispositivo policial, os nossos bombeiros de prevenção, a proteção civil municipal sempre atenta, isso é fundamental", garantiu. 

Por outro lado, acredito que são as pessoas de Penafiel que tornam os nossos eventos diferentes. No São Martinho temos muitos grupos etnográficos, muitas barraquinhas de associações do nosso concelho que servem bem as pessoas, com simpatia, empenho e com os melhores produtos da região. Isso proporciona uma experiência magnífica a todos os visitantes”, concluiu.

Adegas cooperativas e expectativa de recordes

O presidente referiu ainda a presença das adegas cooperativas e as expectativas de vendas durante o evento: “Sim, temos cá as adegas representadas. A expectativa é que durante este ano possamos mais uma vez bater o recorde de litros vendidos, e é esse o convite que fazemos a todos que nos veem através dos meios de comunicação social: visitem o São Martinho porque, de facto, vale a pena.”

Adegas cooperativas: qualidade e tradição

Entre os destaques do São Martinho encontram-se as quatro adegas cooperativas presentes no certame. Sara Queirós, da Adega Cooperativa de Amarante, sublinha a importância de manter a fasquia elevada todos os anos:

“Estávamos com uma ideia de que a fasquia todos os anos começa a ser superior, cada ano superior, e estamos preparados para tudo isso. Por isso, apostamos sempre na qualidade para podermos estar aqui a dar a imagem da Adega Cooperativa de Amarante e para poder estarmos à altura da festa que é”, afirma.

Sara destaca ainda a importância da participação coletiva e do espírito de grupo entre as adegas:

Sou suspeita para dizer, mas, com grande alegria para nós, toda a gente diz que o nosso é o melhor, por isso… aproveitamos para convidar, não só para a Adega de Amarante, mas para todas as adegas que cá estão, porque nós estamos todas ao mesmo, pois, somos um grupo, apesar de estarmos virados de costas aqui, é só uma questão de formalização, mas estamos todos ao mesmo e estamos para fazer a festa e a festa faz-se com pessoas, por isso o convite fica feito.