Os sintomas agravaram-se de forma gradual: “Sempre que ficava constipado, tossia sangue, eram os primeiros sinais de que já não estava bem”.
Apesar das consultas com vários especialistas, a doença só foi detetada após dois episódios críticos de insuficiência respiratória. “Nessa altura pensei que a minha vida estava a acabar, que ia ser o meu fim”, revela. Não é de admirar, por isso, que ao receber a resposta final — tuberculose —, o paciente se tenha sentido “aliviado e contente, agora que sabíamos o que era talvez já houvesse uma cura”.
De facto, a tuberculose tem tratamento. Um processo que, na maioria dos casos, dura cerca de seis meses — meio ano em que a palavra-chave não é alívio, mas luta.
“Foi um período muito complicado. Tinha de ir sempre ao posto médico tomar a medicação e o meu corpo reagiu muito mal e rejeitava os comprimidos. Ganhei muita febre, a minha cara rebentou em ferida e estava tão enjoado que nem conseguia beber água”.