O cancro da mama continua a ter um impacto profundo na vida de milhares de mulheres e das suas famílias, mas os avanços da medicina têm permitido melhorar os tratamentos e as perspetivas de sobrevivência. No âmbito do Outubro Rosa, a campanha de sensibilização para esta doença, Susana Sousa, diretora do Serviço de Oncologia Médica da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa, reforça a importância do rastreio e alerta para os riscos de adiar os exames por medo ou falta de informação.
Em declarações ao jornal A Verdade, a médica sublinha que a sensibilização deve chegar a todas as mulheres, independentemente da idade, da escolaridade ou do local onde vivem. Apesar da maior informação disponível, persistem dúvidas e receios que podem atrasar a deteção da doença.
“Há também a ideia de que, na ausência de sintomas, não existe motivo para preocupação, quando é precisamente antes de surgirem sintomas que o rastreio pode ser mais importante”, explica Susana Sousa, apelando às mulheres entre os 45 e os 74 anos para que realizem o rastreio do cancro da mama.
A diretora do Serviço de Oncologia Médica lembra que a ausência de sintomas não exclui a possibilidade de doença e que a identificação precoce de alterações pode fazer a diferença no tratamento e no prognóstico. Em Portugal, o programa de rastreio populacional abrange mulheres dos 45 aos 74 anos, com mamografias de dois em dois anos.
