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Sociedade
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PJ detém suspeitos de roubos agravados a adolescentes no Porto e Vila do Conde

A Polícia Judiciária (PJ) procedeu à detenção de dois jovens, de 16 e 20 anos, suspeitos de estarem envolvidos numa série de roubos agravados com recurso a ameaça de arma de fogo.

Redação

Segundo informações avançadas pela PJ, a investigação conta ainda com um terceiro suspeito, de 17 anos, que já se encontrava em prisão preventiva desde janeiro.

As detenções ocorreram na passada quarta-feira, dia 8 de abril, no Porto e em Vila Nova de Gaia, após a recolha de elementos de prova considerados "relevantes e robustos" pelas autoridades.

O "Modus Operandi": Intimidação e Coação

De acordo com os dados avançados, os crimes ocorreram no início do ano e visaram adolescentes, seguindo um padrão de atuação violento e intimidatório:

  • 8 de janeiro (Vila do Conde): Duas jovens de 15 anos foram perseguidas e abordadas por dois dos suspeitos. Utilizando uma faca e uma pistola de airsoft (réplica de arma de fogo), os assaltantes roubaram dinheiro e um telemóvel.

  • Método de Segurança: Os suspeitos obrigaram as vítimas a fornecer os códigos de desbloqueio dos aparelhos para efetuarem um "reset" imediato, tentando eliminar rastreios.

  • Coação Psicológica: Antes de fugirem, os indivíduos fotografaram o rosto das vítimas e afirmaram ser residentes em bairros sociais do Porto, utilizando estas informações para coagir as jovens a não denunciar o crime.

Reiteração Criminosa entre Vila do Conde e Porto

A 12 de janeiro, o grupo voltou a atuar. Conforme reportado pelas autoridades, uma outra jovem de 15 anos foi abordada em Vila do Conde através do mesmo método. Após este assalto, a dupla deslocou-se para a cidade do Porto, onde cometeu um crime semelhante.

Nesta última ocorrência, os suspeitos aproveitaram o momento em que a vítima se preparava para entrar no seu prédio para a surpreender. Utilizando a mesma arma de airsoft, subtraíram-lhe o telemóvel sob ameaça.

Medidas de Coação

Os dois detidos serão agora presentes à autoridade judiciária competente para o primeiro interrogatório judicial, onde serão aplicadas as medidas de coação adequadas à gravidade dos factos. O terceiro elemento do grupo permanece na cadeia a aguardar o desenrolar do processo.