A greve na manutenção convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STEMEFE), que estava a condicionar a operação do Metro do Porto, foi desconvocada. A informação foi avançada numa nota da administração da CP a que a Lusa teve acesso esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro.
O Conselho de Administração da CP informou que chegou a acordo com o STEMEFE, refletindo uma convergência de posições relativamente à "aplicação e evolução dos horários de trabalho das oficinas afetas à manutenção do Metro do Porto". Este entendimento possibilitou a desconvocação "com efeitos imediatos" das greves decretadas, que se prolongavam desde janeiro.
Na mensagem da administração da empresa, liderada por Pedro Moreira, a CP reconhece a recetividade do sindicato para fazer parte da solução e reafirma o compromisso em trabalhar para "assegurar um ambiente de trabalho justo e motivador". As partes reconheceram ainda ser essencial para a sustentabilidade da empresa o reforço do clima de paz laboral resultante deste diálogo.
Os constrangimentos na rede começaram a sentir-se a 16 de janeiro, altura em que a Metro do Porto anunciou que a circulação estava a ser afetada pela greve no fornecedor de manutenção, obrigando à supressão de viagens e à circulação de veículos com menor capacidade. Apesar de ter estimado inicialmente uma "normalização progressiva" para o final de janeiro, a transportadora comunicou, a 2 de fevereiro, que a greve se prolongaria por "algumas semanas".
Já na passada terça-feira, a Metro do Porto tinha anunciado uma redução de veículos e frequências em várias linhas, atualizando os horários a partir de dia 11 de fevereiro para garantir um ajuste provisório face aos "grandes condicionamentos" operacionais, dia 11 de fevereiro]. Durante o período de greve, à qual a Metro do Porto afirmou ser alheia, a empresa procurou mitigar os impactos garantindo prioridade aos eixos e períodos de maior procura, embora muitas viagens tenham sido realizadas em veículos simples em vez de duplos.