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Sociedade
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Comandante-Geral da GNR alerta que a segurança em Portugal "não é imutável" e exige nova visão estratégica

O tenente-general Rui Veloso, Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), alertou este domingo, no Porto, para a necessidade de defender a segurança nacional com "visão estratégica, inteligência e determinação".

Redação

Apesar de reconhecer Portugal como um dos países mais seguros do mundo, mérito que atribui à competência das forças de segurança, o responsável sublinhou que essa condição "não é imutável".

Durante a sua intervenção, o Comandante-Geral traçou o retrato de um mundo "complexo, instável e imprevisível", onde as ameaças já não respeitam fronteiras geográficas ou funcionais.

Um novo mapa de riscos e vulnerabilidades

Para o tenente-general, a GNR tem de estar permanentemente capacitada para dar respostas mais tecnológicas e integradas perante um conjunto de fenómenos modernos que exploram as fragilidades do país e da sociedade. Entre as principais ameaças elencadas destacam-se:

  • Vulnerabilidades internas: O despovoamento do interior, o envelhecimento da população e o isolamento;

  • Ameaças transnacionais: Redes criminosas que exploram a circulação global de pessoas, crises migratórias e tensões geopolíticas;

  • Novas formas de violência: A difusão acelerada da desinformação, as ameaças híbridas e os novos radicalismos que podem convergir para o terrorismo;

  • Alterações climáticas: A maior exposição do território a fenómenos extremos (como os incêndios rurais), que cruzam diretamente a segurança interna com a proteção civil.

Reativação da Brigada de Trânsito e visão de futuro

No plano operacional, Rui Veloso aproveitou a ocasião para se congratular com a reativação da Brigada de Trânsito, uma medida articulada com a estratégia nacional para travar o aumento da sinistralidade nas estradas portuguesas.

Perspetivando a força de segurança do futuro, o Comandante-Geral defendeu que o trabalho conjunto e a cooperação entre as diferentes forças e serviços de segurança são decisivos. A visão estratégica para a instituição, concluiu, passa por ter uma GNR mais presente, que valorize as pessoas e assuma um forte compromisso com os direitos humanos: "A guarda do futuro tem de ser firme, sem deixar de ser humana".