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Amarante
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Subida do rio Tâmega obriga a cortes de trânsito e inunda caves no centro histórico de Amarante

O aumento do caudal do rio Tâmega, impulsionado pela chuva persistente da depressão Leonardo, provocou ao final da manhã desta quinta-feira, 5 de fevereiro, um princípio de inundação no centro histórico de Amarante.

Redação

A água galgou as margens e entrou nas caves de edifícios situados nas traseiras da Rua 31 de Janeiro, na margem esquerda do rio.

Face a esta situação, a Proteção Civil Municipal decidiu cortar os acessos a ruas próximas da zona ribeirinha e a dois parques de estacionamento: o do Rossio e o da Rua Alexandre Herculano. O vereador Ricardo Vieira adiantou que, embora o rio não tenha chegado à via principal da Rua 31 de Janeiro, o acesso à mesma foi cortado preventivamente. A autarquia articulou com a GNR o contacto com os proprietários dos veículos estacionados na zona, através das matrículas, para proceder à sua retirada.

A Câmara Municipal de Amarante colocou contentores na rua para permitir aos comerciantes da zona ribeirinha salvaguardar os seus pertences. Ricardo Vieira assegura, no entanto, que "o risco de integridade física" não se coloca, afirmando que a situação "está tudo acautelado".

Gestão de Barragens e Previsões

Segundo o vereador da Proteção Civil, a gestão dos caudais é complexa devido ao estado das barragens. A barragem de Daivões (Ribeira de Pena), a montante, atingiu 98% da sua capacidade. A jusante, a barragem do Torrão está a libertar mais de 1.000 metros cúbicos por segundo, mantendo ainda alguma capacidade de encaixe. "As escorrências entre as duas fazem com que a matemática não garanta uma combinação completamente boa. Temos de contar com outros rios além do Tâmega, portanto é provável que aqui o rio continue a subir", explicou o autarca.

Contexto Meteorológico e Recomendações

O concelho foi colocado em situação de vigilância devido à previsão de agravamento do estado do tempo, com chuva intensa e vento forte provocados pela depressão Leonardo, que afeta Portugal continental até sábado. Este cenário surge uma semana após a passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição no centro do país e levou o Governo a decretar situação de calamidade em 68 concelhos.

As autoridades reforçaram o aviso de cheias, identificando a Rua 31 de Janeiro e o Largo Conselheiro António Cândido como zonas críticas. É desaconselhada a utilização de embarcações e a prática de atividades lúdicas ou desportivas nas margens e no leito do rio. À população recomenda-se que evite a circulação junto a linhas de água, não atravesse zonas inundadas e garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento.