A obra fotográfica agora apresentada explora a paisagem muito para além do mero registo visual. Segundo o texto de apresentação da mostra, Adelino Marques "aprofunda a sua investigação da paisagem como ato de visão e espaço de revelação". As fotografias não procuram "duplicar o real, mas iluminá-lo", revelando tensões e texturas que muitas vezes escapam ao olhar comum.
O artista cria paradoxos visuais onde "os horizontes parecem inclinar-se", o movimento fica suspenso e a matéria se fragmenta. Através deste processo, Adelino Marques "devolve à paisagem a sua força inaugural", desafiando o visitante a "interrogar o visível". A exposição assume-se como um convite à reflexão, exigindo "um tempo lento, quase meditativo", no qual o observador é instigado a ler cada imagem "como quem lê um poema".