logo-a-verdade.svg
Portugal
Leitura: 5 min

Portugal recebeu 39 pedidos de repatriamento de Israel após ataques ao Irão. Dois portugueses já saíram do país

Portugal registou 39 pedidos de repatriamento de cidadãos em Israel e dois portugueses deixaram o Irão após os ataques de sábado. Governo acompanha situação.

Redação

Portugal recebeu até ao final da tarde deste domingo 39 pedidos de repatriamento de cidadãos que se encontram em Israel, na sequência da escalada militar no Médio Oriente. No Irão, dois dos 13 portugueses residentes já abandonaram o país por via terrestre, confirmou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.

39 pedidos de repatriamento em Israel

De acordo com a informação avançada à agência Lusa, o número de pedidos de regresso a Portugal aumentou ao longo do dia. Ao início da tarde eram 18 os cidadãos portugueses que manifestavam essa intenção, mas o total subiu para 39 até ao final do dia.

Estes pedidos dizem respeito a portugueses que se encontram em Israel e que pretendem regressar ao país, numa altura em que o conflito armado levou ao encerramento do espaço aéreo e à suspensão de voos comerciais.

Segundo o governante, as autoridades portuguesas estão a acompanhar a situação em articulação com as embaixadas e consulados, mantendo contacto permanente com os cidadãos na região.

Dois portugueses já saíram do Irão

No Irão residem atualmente 13 cidadãos portugueses. Destes, dois já deixaram o país por via terrestre, uma vez que o espaço aéreo foi encerrado após os ataques lançados no sábado por Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos.

Estava preparada uma evacuação terrestre, explicou Emídio Sousa, adiantando que os dois portugueses saíram de automóvel.

Os restantes 11 residentes não manifestaram, até ao momento, intenção de abandonar o país.

“Temos 11 que são residentes e que não pretendem sair. Pelo menos, não nos manifestaram essa vontade”, referiu o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Portugueses retidos devido ao fecho do espaço aéreo

A principal preocupação das autoridades portuguesas centra-se nos cidadãos que se encontravam em viagem, quer por motivos de turismo quer de negócios, e que ficaram retidos devido ao encerramento do espaço aéreo na região.

Nestes casos, o Governo recomenda a inscrição nos gabinetes de emergência consular e o contacto regular com as representações diplomáticas portuguesas.

Até ao momento, não há registo de pedidos de repatriamento provenientes de outros países da zona em conflito.

“Dos restantes países da zona em conflito, não temos ainda pedidos. Temos feito vários contactos, as nossas embaixadas estão em contacto permanente. Os nossos cidadãos residentes ou que estão em trabalho, neste momento, estão calmos, estão em casa”, afirmou o governante.

Governo recomenda permanecer em casa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselhou os portugueses que se encontram no Médio Oriente a cumprirem rigorosamente as orientações das autoridades locais, a permanecerem em casa e a evitarem deslocações desnecessárias.

Em caso de emergência, devem contactar as embaixadas ou consulados portugueses na região.

Escalada militar no Médio Oriente

O agravamento da situação ocorreu no sábado, quando Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irão, justificando a operação com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes do regime iraniano”.

Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e contra alvos israelitas, aumentando o risco de uma escalada regional do conflito.

As próximas horas são consideradas decisivas para avaliar a evolução da situação e o eventual alargamento das operações militares, enquanto vários países europeus, incluindo Portugal, monitorizam o impacto junto das suas comunidades residentes no Médio Oriente.