Os dados do INE mostram também uma tendência de estabilização dos vínculos laborais. Entre os trabalhadores por conta de outrem que, em 2024, tinham contratos a termo (ou outros precários), 40,8% (282,8 mil pessoas) passaram a ter um contrato sem termo em 2025.
Paralelamente, registou-se uma melhoria na carga horária: 32,3% das pessoas que trabalhavam a tempo parcial passaram a trabalhar a tempo completo no ano passado.
Saldo positivo de 163 mil pessoas: O mercado revelou-se dinâmico, com 464,9 mil trabalhadores a mudarem de emprego entre os dois anos. O fluxo líquido do emprego (a diferença entre quem entrou e quem saiu do mercado) foi positivo, estimado em 163 mil pessoas. Em sentido inverso, apenas 2,2% dos que estavam empregados em 2024 caíram no desemprego em 2025.
Jovens "nem-nem" regressam à atividade: O relatório destaca ainda a evolução dos jovens que não estudam nem trabalham (NEET). Deste grupo, 39,1% (78,8 mil) conseguiram emprego em 2025, enquanto 21,5% (43,3 mil) regressaram ao sistema de ensino ou formação.
Numa análise de curto prazo, entre o 3.º e o 4.º trimestre de 2025, o INE notou que 30,6% dos desempregados conseguiram arranjar trabalho nos últimos três meses do ano.