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Amarante
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Amarante: Risco de derrocadas é a "maior preocupação" e rio Tâmega é monitorizado ao minuto

A Câmara Municipal de Amarante reforçou esta segunda-feira, dia 2, o alerta para o perigo de derrocadas e aluimentos no concelho. O vereador da Proteção Civil, Ricardo Vieira, pede especial precaução na circulação rodoviária, admitindo que a instabilidade dos solos é atualmente o fator que suscita maior apreensão.

Redação

"O que mais me preocupa neste momento, porque não é visível, não se consegue aferir, não se consegue antecipar, são derrocadas e aluimentos que possam acontecer", afirmou o autarca, explicando que "as terras começam a ficar sem conseguir suportar muito mais água".

Embora já tenham ocorrido alguns deslizes no município e na região nos últimos dias, estes "não causaram danos físicos" em Amarante. Ainda assim, a autarquia deixa o apelo: "se puderem, não circularem. Mas, se circularem, que circulem com bastante precaução".

Rio Tâmega subiu meio metro

Relativamente ao risco de cheias, a situação do rio Tâmega está a ser monitorizada "minuto a minuto". Por volta das 12h00 desta segunda-feira, o nível da água tinha subido "meio metro em relação ao dia de ontem", mas mantinha-se "abaixo daquilo que poderá provocar maiores danos".

Apesar de as previsões não serem positivas, Ricardo Vieira garante que "os meios e a população estão preparados para evacuar a zona caso seja necessário", existindo capacidade de planeamento com horas de antecedência. O alerta mantém-se ativo para os moradores e comerciantes das zonas ribeirinhas, especificamente da Rua 31 de Janeiro e do Arquinho.

Solidariedade com Leiria

Paralelamente à gestão da emergência local, Amarante montou dois pontos de recolha de bens para apoiar as vítimas do mau tempo na região Centro: um no pavilhão municipal e outro no quartel dos bombeiros voluntários de Vila Meã.

Em resposta a um pedido da Proteção Civil de Leiria, seguiram já para aquele concelho "duas carrinhas cheias" com alimentos, materiais de construção (lonas e plásticos para telhados), três geradores, colchões e estrados.

O temporal e a passagem da depressão Kristin causaram já nove mortos em Portugal desde a semana passada. O Governo decretou situação de calamidade para 69 concelhos até ao próximo domingo.