A aprovação das contas do município decorreu em reunião ordinária do executivo liderado por Alexandre Almeida (PS) e contou com os votos a favor da bancada socialista e três votos contra dos vereadores do PSD. De acordo com o relato da sessão, em nota de imprensa, a oposição social-democrata optou por não intervir durante a discussão do ponto na Ordem do Dia, ficando a apresentação do balanço a cargo, em exclusivo, do presidente da autarquia.
Do ponto de vista financeiro, as contas da Câmara Municipal apresentam um balanço total superior a 308 milhões de euros, culminando num resultado líquido positivo de 3.450.317,80 euros. Na sua intervenção, Alexandre Almeida destacou a saúde financeira do município, sublinhando que a autarquia encerrou 2025 sem qualquer pagamento em atraso e com um prazo médio de pagamentos a fornecedores fixado em apenas 21 dias.
Paralelamente, o autarca evidenciou que o endividamento da câmara voltou a cair, registando uma redução de cerca de dois milhões de euros face a 2024, para se situar agora nos 51.258.952,14 euros. Este desagravamento das contas ocorreu num ano em que o executivo manteve a cobrança do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) na taxa mínima.
No que diz respeito à execução no terreno, Alexandre Almeida referiu que 2025 foi um ano de forte concretização de obras apoiadas por fundos comunitários. Através do financiamento do PRR, avançou a construção e requalificação de habitação social, escolas e centros de saúde, bem como a adaptação do Mosteiro de Vilela a Museu do Mobiliário e a criação do Centro de Memória Daniel Faria. Já o quadro PT2030 permitiu alavancar os Parques Urbanos de Baltar e de Gandra. Além da obra direta, o município transferiu mais de 4,1 milhões de euros para as Juntas de Freguesia e Associações do concelho, no âmbito dos acordos de Delegação de Competências.