logo-a-verdade.svg
Porto
Leitura: 3 min

Metro do Porto com um terço da frota parada e perturbações até 26 de fevereiro devido a greve na manutenção

Segundo informações avançadas pelo JN, a paralisação dos trabalhadores da CP responsáveis pela manutenção está a afetar a circulação, com especial incidência nas linhas Azul e Violeta.

Redação

A operação da Metro do Porto vai estar condicionada durante as próximas semanas devido à greve dos trabalhadores da CP que asseguram a manutenção dos veículos. De acordo com os dados avançados pelo Jornal de Notícias (JN), estima-se que cerca de um terço da frota da transportadora esteja imobilizada: dos cerca de 60 veículos existentes, apenas 40 estão atualmente em circulação.

Impacto na circulação e linhas afetadas

Estes constrangimentos operacionais traduzem-se na supressão de algumas viagens programadas e na utilização de composições simples em horários onde, habitualmente, circulariam veículos duplos. Seguindo a tendência verificada desde o início do problema, em meados de janeiro, as linhas mais afetadas serão a Azul (Estádio do Dragão – Matosinhos) e a Violeta (Aeroporto). A Metro do Porto garantiu que "estão a ser desenvolvidos todos os esforços para mitigar os impactos desta situação", focando a prioridade em "garantir os períodos e eixos de maior procura".

Motivos da greve e novas paralisações

Os funcionários da manutenção da frota encontram-se em greve e manterão o protesto até ao dia 26 de fevereiro. Em causa está a contestação às escalas fixadas pela administração da CP, que, segundo os trabalhadores, incidem sobretudo nos horários de tarde e noite (madrugada). O Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE) informou ainda que está prevista uma paralisação total da manutenção no dia 12 deste mês, acompanhada de uma concentração em local a designar.

Em resposta, a CP alega que "as novas escalas de turno decorrem da aplicação das regras de prestação de trabalho estabelecidas no Acordo de Empresa Geral em vigor". A empresa critica a opção pela greve, considerando que esta "representa uma rutura injustificada com a via do diálogo e da concertação".