O sistema prisional português enfrenta uma grave crise de recursos humanos. Atualmente, faltam cerca de 1.400 guardas e a classe está envelhecida, com uma idade média a rondar os 50 anos.
Apesar da carência de pessoal, o presidente do SICGP manifestou-se totalmente contra a recente proposta de reduzir a idade de ingresso na carreira para os 18 anos — uma posição já transmitida à Ministra da Justiça. Júlio Rebelo questionou a maturidade de jovens desta idade para lidarem com o atual perfil de reclusos, defendendo que o processo de recrutamento não deve ser simplificado, mas sim pautado por "uma exigência cada vez maior" e "testes mais rigorosos".
O dirigente rematou ainda que a aposta exclusiva na tecnologia não resolve o problema: "A videovigilância não substitui de forma nenhuma o corpo da guarda", sublinhando que o que realmente impõe respeito e dissuade os reclusos é a presença física de guardas armados, e não as câmaras.