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Marco de Canaveses
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Segunda fase do Parque Liberdade vai duplicar área verde na cidade do Marco

Projeto da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, em colaboração com o arquiteto Sérgio Pinto, prevê um investimento de 2,3 milhões de euros e obras a iniciar em breve.

Redação

Foi no âmbito das comemorações do 173.º aniversário do concelho que a Câmara Municipal do Marco de Canaveses apresentou publicamente a segunda fase do Parque Liberdade. O projeto prevê um investimento de 2,3 milhões de euros e vai aumentar a área atual do parque de 1,5 para 4,4 hectares, consolidando-o como um dos maiores espaços verdes urbanos da região.

Inaugurado em abril de 2023, o Parque Liberdade foi idealizado como "um espaço multifuncional, acessível a todas as gerações e pensado para proporcionar momentos de lazer, convívio e bem-estar à comunidade marcoense". A nova fase do projeto dá continuidade a esta visão, com uma proposta de ampliação que visa "reforçar a biodiversidade, integrar novas valências e consolidar a ligação do parque à malha urbana envolvente".

Um parque "mais completo, interligado e com mais vida"

A segunda fase do Parque Liberdade vai duplicar a área disponível e acrescentar novos espaços para piqueniques, zonas de lazer, áreas desportivas e trilhos pedonais. A autarquia destaca que o projeto foi pensado para "promover a diversidade de usos e melhorar a qualidade ambiental e paisagística do local". Um grande relvado, espaços sombreados com árvores autóctones, equipamentos infantis e uma rede de percursos interligados ao tecido urbano existente são apenas algumas das novidades.

Além disso, está prevista a instalação de mobiliário urbano, iluminação artificial e zonas de orla arborizadas com prados floridos, criando um ambiente visualmente "harmonioso e multifuncional". O projeto inclui também um pequeno parque de estacionamento com 23 lugares para viaturas e áreas dedicadas a motociclos e ciclomotores.

Um investimento com impacto na "qualidade de vida"

Cristina Vieira, presidente da câmara municipal, sublinhou durante a apresentação que esta expansão representa “um compromisso com o desenvolvimento sustentável” e visa “melhorar a qualidade de vida dos marcoenses”. A autarca afirmou ainda que a intervenção vai ao encontro dos objetivos de sustentabilidade ambiental definidos para o concelho, ao mesmo tempo que responde às necessidades da população.

“O parque foi pensado com atenção ao quotidiano das pessoas. A entrada principal estará junto a um hipermercado, porque sabemos que muitos jovens vão comprar o lanche e procuram depois um espaço agradável para o consumir”, exemplificou. Também a grande clareira central foi projetada com uma perspetiva funcional: “É um espaço que, no futuro, poderá acolher as festas do concelho, reforçando o sentido de pertença e de comunidade.” A obra, cuja adjudicação já foi feita, terá início nos próximos dias e deverá estar concluída dentro de um ano e meio.

Um projeto que "honra o território e projeta o futuro"

Para o arquiteto responsável, Sérgio Pinto, o maior desafio foi “pensar nas pessoas”. O profissional sublinha que o projeto pretende ser "uma afirmação da identidade local", mantendo elementos como o uso de granito na construção, característicos da região.

“Há aspetos da fase um que serão mantidos na fase dois, como o conceito, a imagem e a tipologia. Tudo isto contribui para reforçar a identidade do Marco de Canaveses”, explicou. A ambição do projeto é, segundo Sérgio Pinto, tornar o Parque Liberdade num espaço de "referência, capaz de gerar centralidade, dinamismo urbano e atratividade, não só para quem vive no concelho, mas também para quem o visita", explica.

“A autarquia foi muito corajosa ao apostar neste projeto. É um parque para viver hoje e no futuro. Vai ser um espaço onde os avós possam passear com os netos, onde as famílias possam passar tardes inteiras e onde a cidade continue a crescer em harmonia com a natureza. Não é o Central Park de Nova Iorque, mas inspira-se nos grandes exemplos para tornar o Marco uma cidade maior e melhor.”