Numa nota publicada, a DGAV justifica a decisão: “Considerando a grave situação epidemiológica da gripe aviária de alta patogenicidade na União Europeia, bem como o aumento dos focos desta doença confirmados em território nacional, o risco de disseminação da doença mantém-se muito elevado”.
Além do confinamento obrigatório, foi proibida a realização de feiras, mercados, exposições e concursos de aves de capoeira e aves em cativeiro.
Nas zonas definidas como de proteção e vigilância, as restrições são mais apertadas. Nestes locais, é proibida a circulação de aves a partir de estabelecimentos aí sediados, bem como a saída de ovos para consumo humano, de subprodutos animais e de carne fresca de matadouros ou centros de manipulação de caça. Está igualmente interdito o repovoamento de aves de espécies cinegéticas nestas áreas.
Novos focos em Portugal
O número total de focos detetados este ano em Portugal subiu para 39. A DGAV anunciou na segunda-feira um novo caso no Ramalhal, em Torres Vedras, detetado numa capoeira doméstica com gansos, patos, galinhas pintadas e codornizes.
Segundo a informação oficial, este foco foi confirmado na passada sexta-feira, dia em que também se registaram outras ocorrências: um foco numa exploração comercial de perus de engorda (também em Torres Vedras), um foco numa capoeira doméstica de galinhas e patos em Santarém e três focos em aves selvagens no distrito de Aveiro.
A DGAV alerta que, apesar de a transmissão do vírus para humanos acontecer raramente (com casos esporádicos reportados no mundo), “quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave”.
Alerta europeu e recomendações
A decisão nacional acompanha as preocupações da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que pediu esta segunda-feira aos países da União Europeia o reforço da vigilância e das medidas de biossegurança.
De acordo com dados da EFSA, entre 6 de setembro e 14 de novembro, foram detetados 1.443 surtos de gripe aviária em aves selvagens em 26 países da UE, o número mais elevado desde pelo menos 2016.
Entre as recomendações emitidas pela autoridade europeia estão a especial monitorização dos pontos de paragem nas rotas migratórias, a remoção imediata de carcaças e a proibição de alimentação artificial de aves selvagens. A EFSA sugere ainda a redução da atividade de caça, bem como do uso de drones ou outras atividades que possam perturbar as aves.
