Os dados constam do novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o consumo de tabaco.
O “Relatório Global da OMS sobre as Tendências da Prevalência do Tabaco 2000-2024 e Projeções 2025-2030”, baseado em 2.034 inquéritos nacionais realizados entre 1990 e 2024 e abrangendo 97% da população mundial, indica que a prevalência de uso de cigarros eletrónicos entre adultos portugueses foi de 1% em 2023. Este valor é idêntico ao registado na Roménia e na Hungria, e apenas ligeiramente superior ao da China (0,7%) e do Senegal (0,4%).
Entre os jovens dos 13 aos 15 anos, a utilização de cigarros eletrónicos em Portugal atinge 5%, um valor inferior à média mundial, que é de 7,2%.
Em contraste, a taxa de consumo de tabaco convencional no país situa-se acima da média global de 19,5%, atingindo 28,6% da população portuguesa. Entre os homens, a taxa é de 34,8% e, entre as mulheres, 22,5%, valor quase quatro vezes superior à média global feminina.
A nível mundial, o número de fumadores de tabaco convencional tem vindo a diminuir desde o início do século, passando de 1,38 mil milhões para 1,24 mil milhões de pessoas em 2024. A redução foi mais acentuada entre as mulheres, cuja taxa de consumo desceu de 16,5% em 2000 para 6,6% em 2025. Entre os homens, a taxa passou de 49,8% para 32,5% no mesmo período.
Relativamente ao uso de cigarros eletrónicos, as taxas mais elevadas foram registadas na Sérvia (18,4%), Luxemburgo (17%) e Nova Zelândia (14%). Em países africanos e asiáticos, como o Uganda, os valores são residuais, inferiores a 0,1%. Globalmente, 1,9% da população com mais de 15 anos utiliza cigarros eletrónicos, o que corresponde a cerca de 86 milhões de adultos — 53 milhões de homens e 34 milhões de mulheres.
A OMS alertou ainda para o aumento do uso destes dispositivos entre adolescentes, estimando que pelo menos 15 milhões de jovens entre os 13 e os 15 anos fumem cigarros eletrónicos em todo o mundo.
