As estruturas representativas unem-se sob o lema “pretendemos equidade”, reivindicando um “calendário escolar único” que faça coincidir o encerramento destes níveis com o dos restantes anos letivos que não envolvem a realização de exames nacionais. O caderno de encargos exige também “condições e horários de trabalho iguais”, a “redução da componente letiva equivalente” ou, em alternativa, uma “aposentação diferenciada”.
Adicionalmente, os sindicatos lançam um sério aviso sobre o desvirtuamento da profissão, vincando que “educadores e professores são pedagogos cuja missão consiste em promover as aprendizagens e a aquisição de conhecimentos, e, como tal, não são definitivamente mediadores ou assistentes sociais”. O setor demonstra uma posição firme, sublinhando que “rejeita-se liminarmente que a função social da Escola fique sob a alçada dos docentes”. Para dar maior visibilidade ao protesto, as organizações ponderam realizar, no próprio dia da paralisação, “uma concentração de docentes da Educação Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino em Lisboa”.
A contestação na monodocência tem um forte impacto em todo o distrito do Porto e no Norte do país, afetando milhares de famílias e profissionais de ensino. O desenvolvimento deste impasse laboral e a iminência da greve são acompanhados com óbvia preocupação pela comunidade marcoense. Em Marco de Canaveses e nos concelhos vizinhos do Tâmega e Sousa, os encarregados de educação e a classe docente local encaram esta jornada de luta como um momento decisivo para o futuro da organização escolar e para a estabilidade do sistema público de ensino.